Segundona: Os desafios da Matonense em 2007

Matão, SP, 8 (AFI) – No próximo dia 8 de abril a S.E.Matonense inicia sua participação no Campeonato Paulista de Futebol da Segunda Divisão, estreando contra o C.A.Pirassununguense, na cidade de Pirassununga. Será o início de uma competição que reúne 48 equipes do Estado de São Paulo, a mais importante Unidade da Federação do Brasil, envolvendo dezenas de cidades e milhares de torcedores que estarão vibrando e torcendo para que o time de sua cidade chegue à Primeira Divisão do Futebol Paulista.

De todos os participantes do campeonato, em sua era profissional, a Matonense é o clube que mais tempo permaneceu na Primeira Divisão: nove anos, incluindo os quatro em que esteve na divisão de elite. Outros clubes já estiveram lá, chegaram perto, são antigos e novos, são de cidades grandes ou pequenas… O certo é que em cada agremiação há um sonho: subir os degraus da hierarquia do Futebol Paulista, que é o maior, mais organizado e mais competitivo do Brasil.

A Matonense está no Grupo 3 do Campeonato, ao lado de outras sete equipes com sede na Região Central do Estado. Para passar por essa primeira fase, terá que fazer uma caminhada em que não faltarão obstáculos.

Para começar, estréia contra um clube merecedor da mais alta reverência: o Clube Atlético Pirassununguense completará 100 anos em setembro e é conhecido como “Gigante”. Chamado em sua Comunidade carinhosamente de Cap, o alvinegro tem uma das mais bonitas histórias do futebol paulista, repleta de vitórias, conquistas.

Há também dois periquitos no caminho da Matonense: o Radium F.C. de Mococa, que tem as cores verde e branca e o pássaro verde como mascote, também tem tradição no futebol. Andou desafiando os grandes lá pelas décadas de 50 e 60 e tem uma torcida fanática em sua cidade, principalmente entre os mais idosos. Completará em maio 88 anos de fundação.

O outro periquito é verde até na alma: tem nome, cores e distintivo igual ao poderoso Palmeiras. A S.E.Palmeirinha de Porto Ferreira, que completa 52 anos de fundação em abril, está na briga com muitas virtudes: no contexto do futebol tem uma história humilde, mas tem se destacado muito bem nos últimos anos.

O outro vovô do grupo é a A. E. Velo Clube Rioclarense, que tem 96 anos de idade e já conviveu com a elite na década de 70. Vai fazer de tudo para subir, já que o seu rival na cidade – o Rio Claro – está olhando lá de cima faz muito tempo. Com as cores rubro-verde e o apelido de Galo, o clube certamente vai entrar com muita garra no campeonato.

O grupo tem também o C.A.Lemense, sucessor do antigo Lemense. Fundado em 2005, o clube quase subiu para a Primeira Divisão no ano passado, ficando entre os oito melhores do campeonato. Sem mascote definido e com as cores azul e branco, o time de Leme certamente chegará forte na competição.

Outro Clube Atlético é o Lençoense, que tem o apelido de Cachorro. Antes era pit-bull, mas recentemente sua torcida resolveu, em votação, substituir o feroz animal pelo Dálmata, uma raça mais calma. Mas o alvinegro de Lençóis Paulista, fundado há 64 anos, certamente vai entrar mordendo no campeonato.

Por fim, o grupo se completa com o Clube de Futebol Boa Vista, com sede em São João da Boa Vista. Com apenas sete anos de existência, o clube ainda não fez história no futebol, mas promete fazer. Suas cores são o preto e o amarelo e a sua cidade já marcou presença no futebol com o antigo Palmeiras F.C, hoje licenciado.

E A Matonense, que completa 31 anos em maio e tem a Águia como símbolo, terá que se desdobrar para voar sobre o gigante, espantar os periquitos, dar umas bicadas no galo e manter distância do cachorro, que por trás de suas manchas pretas ainda tem a alma do pit-bull.