Segundona: Elenco da Itapirense se divide para torcer por Brasil e Colômbia
Com sete colombianos em seu elenco, a equipe de Itapira é uma das sensações da primeira fase
Com sete colombianos em seu elenco, a equipe de Itapira é uma das sensações da primeira fase
Itapira, SP, 18 (AFI) – Moscou, 15 de julho de 2018. Brasil e Colômbia na final da Copa do Mundo. É assim que o elenco do Itapirense torce para que seja a final da Copa do Mundo disputada na Rússia. Com sete colombianos em seu elenco, a equipe de Itapira é uma das sensações da primeira fase da Segunda Divisão do Campeonato Paulista e acompanha o mundial com a torcida dividida.
Podendo formar quase um time completo, os colombianos da Itapirense são: Daniel Rodríguez, Luis Dario, Erik Mina, Juan Carabalí, Néider Batalla, Kevin e Duvan Torres. Deles, um tem um motivo ainda mais especial para acompanhar o mundial. O zagueiro Erik Mina é primo do também zagueiro Davinson Sanchez, que está na Rússia para disputar sua primeira Copa do Mundo.
“Fomos criados como irmãos. Sempre moramos juntos e falo com ele todo dia. Ele me pergunta como estão os treinamentos, os jogos… Sempre que preciso ele me manda alguma coisa”, fala o zagueiro titular da Itapirense.
ADAPTAÇÃO E TRABALHO
Mesmo com idades entre 20 e 21 anos, os colombianos da Itapirense não tiveram problemas para se adaptar. “Nós colombianos temos muita alegria para jogar, igual o brasileiro. É parecido, não há muita diferença porque a forma é quase igual. Muita alegria e ousadia”, diz Erik.
A chegada deles em Itapira se deve a uma empresa parceira do clube, que mantém uma rede de observação no país vizinho para garimpar novos talentos. Entre os observadores está Adneilson Aparecido Paiva, o Careca, que ocupa o cargo de diretor de futebol do clube.
Para Careca, os colombianos encaram a oportunidade no futebol brasileiro com muita seriedade. “Eles são aplicados, determinados e gostam de trabalhar. O nosso futebol sempre será o melhor do mundo, eles se espelham muito, e são bem dedicados”, explicou.
COPA DO MUNDO
Em época de mundial, o assunto no clube não poderia ser outro. De um lado, os brasileiros defendem a tradição, enquanto os colombianos sonham com uma campanha ainda melhor do que em 2014, quando foram eliminados nas quartas de final pelo Brasil.
“Ficamos brincando. Dizemos que Brasil vi ser eliminado na primeira fase ou que será eliminado pela Colômbia. Eles também brincam. Mas na verdade queremos que a Colômbia faça um mundial muito bom. O Brasil tem o melhor time, mas a Colômbia também é forte e pode brigar nas finais”, revelou Erik.
“Sempre digo que quando Colômbia não estava na Copa, torcíamos para o Brasil. Falamos que somos metades colombianos e brasileiros”, completa o zagueiro de 21 anos.
A ligação de Itapira com a Copa do Mundo é antiga. Capitão da primeira conquista do Brasil, em 1958, Bellini – também campeão em 1962 – é nascido na cidade do interior paulista e chegou a atuar na base da Itapirense antes de defender Sanjoanense, Vasco da Gama, São Paulo e Atlético-PR.
Em 2018, enquanto o Brasil estreou com um empate diante da Suiça, a Colômbia entra em campo nesta terça-feira (19), às 9h, para enfrentar o Japão. As seleções sul-americanas só se encontram na Copa nas quartas de final, caso avancem nas oitavas após uma passar na liderança do grupo e outra em segundo do E e H, respectivamente. Caso avancem nas mesmas posições, somente na final haveria a possibilidade de confronto.
Já a Itapirense, que empatou no último fim de semana com o Brasilis por 0 a 0, volta a campo no próximo domingo (24), às 10h, quando visita o Comercial em confronto válido pelo Grupo 3 da Segunda Divisão.





































































































































