Segundona: Conheça a história dos clubes aspirantes ao acesso ao Paulista A3

O centenário União Mogi enfrenta o novato Manthiqueira em um duelo que desafia a história

O centenário União Mogi enfrenta o novato Manthiqueira em um duelo que desafia a história

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Campinas, SP, 15 (AFI) – Duas equipes do futebol paulista terminarão o final de semana comemorando o acesso da Segunda Divisão do Campeonato Paulista para o Paulistão A3 de 2018. O centenário União Mogi enfrenta o novato Manthiqueira em um duelo que desafia a história. Já os alvinegros EC São Bernardo e Osasco FC jogam com um passado de fusões e luta para manter as cidades de São Bernardo do Campo e Osasco vivas no cenário futebolístico.

CONHEÇA A HISTÓRIA DAS EQUIPES
EC São Bernardo

Com 89 anos e uma longa trajetória em São Bernardo do Campo, o time do ABC soma 27 participações em campeonatos estaduais profissionais. Originado na década de 1920, a partir de uma simples brincadeira que acontecia em todo dia 1º de maio, o Esporte Clube São Bernardo disputou nove competições até 1966.

EC São Bernardo e Osasco FC jogam com um passado de fusões e luta para manter as cidades de São Bernardo do Campo e Osasco vivas no cenário futebolístico (Foto: Luciano Santoliv / MKT Esportes)

EC São Bernardo e Osasco FC jogam com um passado de fusões e luta para manter as cidades de São Bernardo do Campo e Osasco vivas no cenário futebolístico (Foto: Luciano Santoliv / MKT Esportes)

Retirado das competições oficiais, viu outras equipes representarem a cidade no profissionalismo. Casos de Volkswagen Clube, Mercedez Benz, Taboão, o rival Palestra e o Aliança. Este último representou São Bernardo do Campo entre 1976 e 1982, sempre na segunda divisão. Chegou próximo do acesso em 1980, perdendo a semifinal para o São José, que viria a ser o campeão e promovido.

E foi de uma fusão com o Aliança Clube que o EC São Bernardo retomou as atividades em 1983. A equipe é rebaixada em 1989 e fica próxima de voltar à segunda divisão em 1993, quando fica entre as quatro melhores da terceira divisão em um time que tinha como grande estrela Luis Pereira, ex-Palmeiras e Seleção Brasileira. No ano seguinte, com a reformulação das divisões, o São Bernardo permanece na terceira e ainda sofre o rebaixamento.

O final dos anos 90 não é bom para o time alvinegro, que se salva do rebaixamento em quatro oportunidades. A equipe cai em 1996, mas é salva já que Valinhos e Aparecidense não tinham estádios adequados para subirem da B2 para a B1. No ano seguinte, mais uma vez o time termina na zona de descenso, mas é salvo pela desistência do Monte Azul no ano seguinte. O mesmo acontece em 1998, quando é salvo pela saída do Novorizontino do profissionalismo. Por fim, novamente rebaixado no campo, o time do ABC salva-se pela falta de capacidade de estádio do Osan, de Indaiatuba. O time só foi jogar o quinto escalão estadual de fato em 2001, quando novamente fez uma campanha muito ruim, terminando em 15º lugar – só ficou acima do Santacruzense, excluído do torneio.

A equipe se licencia em 2002 e volta apenas em 2010, já bem atrás do São Bernardo FC, que naquele ano conquistava o acesso para a elite estadual. De lá para cá, jogou todos os anos e ficou próximo do acesso em 2015, marcando 16 pontos na fase decisiva, contra 19 de Fernandópolis e Noroeste.

Agora, em 2017, com campanha sólida, tem a grande chance de pela primeira vez conseguir um acesso e voltar ao terceiro escalão após mais de 20 anos.

Manthiqueira
Fundado em 2005, por um militar da Força Aérea, Dado Oliveira, a equipe de Guaratinguetá surgiu da evolução de uma escolhinha de futebol do São Caetano. No entanto, por conta dos problemas financeiros, o clube demorou cinco anos para se filiar a Federação Paulista de Futebol (FPF). Apenas em 2011 disputou pela primeira faz o Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Desde então, o Manthiqueira tem batido na trave na briga pelo acesso. Em 2014 e 2015, chegou perto da fase mata-mata, mas foi eliminado nas duas oportunidades. Nessa temporada, realiza a melhor campanha de sua história, já tendo eliminado o Osvaldo Cruz nas quartas de final. Para coroar a sua primeira participação no Paulista A3, a Laranja Mecânica precisa vencer o União Mogi.

Osasco FC
O clube alvinegro surge de uma outra equipe da cidade. A primeira fundação da equipe aconteceu em 1971, com o nome de Monte Negro Futebol Clube, que disputou o terceiro escalão do futebol paulista entre 1979 e 1992. Com problemas financeiros, o Monte Negro fechou as portas, mas os futebolistas refundaram a equipe com o nome de Osasco Futebol Clube. Porém, foi apenas em 1997 que o Osasco entra em campo profissionalmente. O time disputa a Série B2 por três anos, mas depois se afasta.

Quando volta, é obrigado a recomeçar na Série B3 (sexta divisão) em 2002. Disputa e fica novamente parada no ano seguinte. Retorna em 2004 na B2 e após a unificação passa a disputar a Segunda Divisão em 2005. De lá para cá, só não disputou em 2009, 2010, 2014 e 2015, e teve como melhor campanha antes de 2017 a terceira fase alcançada em 2012.

União Mogi
Uma das equipes mais antigas do estado, e entre as mais antigas a disputar a Quarta Divisão do Campeonato Paulista , fora da capital paulista, o União foi a primeira equipe da cidade. Após participar de alguns torneios na época do amadorismo, o “Brasinha”, como era conhecido, se profissionaliza em 1951.

Em 1955, o clube volta a disputar o Campeonato Paulista da Federação Paulista de Futebol na mesma divisão, permanecendo nela até 1959, quando pára. Em 1979, o “Diabo”, outro apelido “carinhoso” da equipe, reaparece no cenário futebolístico paulista, na Quinta Divisão da época (atualmente extinta).

Em 1980, após uma reorganização nas fórmulas de disputa dos campeonatos estaduais, está na Terceira Divisão (atual A3), e em 1982 volta à Segunda Divisão, e permanece nela até 1993, sua mais longa jornada na divisão de acesso desde o início de sua participação.

Contudo, novamente, a FPF reestrutura suas fórmulas de divisões e o União cai para a Terceira Divisão. Em 1998, muda de nome, para União Mogi das Cruzes Futebol Clube, naturalmente fazendo algumas mudanças em seu escudo. Atualmente, o União está de volta às suas origens e adotou o antigo nome de sua fundação.

O União F.C de Mogi das Cruzes teve como um dos seus principais personagens o seu Ex-Presidente José Guerra, nascido em 20 de Março de 1.939 e falecido em 5 de Abril de 2.000 considerado como maior unionista de todos os tempos, filho de espanhóis e nascido em Mogi das Cruzes, José Guerra foi um respeitado comerciante da cidade e alternando como Presidente e Diretor de Futebol nas décadas de 80 e 90 nunca escondeu sua paixão pela cidade e em especial pelo União Futebol Clube que com muito esforço e dedicação manteve o time na disputa da 2ª divisão do Campeonato Paulista e posteriormente na Série A3 da Federação Paulista de Futebol.

Passando por dificuldades financeiras e sem maior apoio oficial, a equipe do Diabo, jogando pelo Paulistão Série A3, fez uma má campanha, ficando em último lugar, com apenas 1 ponto conquistado em 19 jogos, e acabou rebaixada para a “Série B” – Quarta Divisão. Foi considerada a equipe com a pior campanha do ano.

Com um bom elenco o União conseguiu avançar a segunda fase do Campeonato Paulista 2ª divisão, porém mais uma vez por questões financeiras o clube não avançou para 3ª fase, tendo amargado ainda um WO na última rodada da competição.