Segundona: Carlos Alberto Seixas será coordenador de futebol no XV de Jaú
Em 2016 ele esteve no comando da Santacruzense, classificando para a fase mata-mata com a melhor campanha da competição
Em 2016 ele esteve no comando da Santacruzense, classificando para a fase mata-mata com a melhor campanha da competição
Jaú, SP, 08 (AFI) – O XV de Jaú trouxe mais um reforço para a temporada de 2017. Se trata do ex-jogador Carlos Alberto Seixas, que atuará como Coordenador de Futebol do Galo da Comarca. “Vim para o XV de Jaú para ajudar neste projeto de reconstrução do time. É um dos clubes mais organizados de São Paulo hoje em dia”, fala. Ele vai atuar junto com Nilton Orlando da Costa, gerente de futebol do clube, na montagem do elenco para este ano.
Em 2016, Seixas foi técnico da Santacruzense no Campeonato Paulista Segunda Divisão. A equipe se classificou para a fase mata-mata do torneio com a melhor campanha da competição, e foi eliminada pelo próprio XV de Jaú.
“Conseguimos empatar em Jaú, mas dentro de casa cometemos alguns erros e fomos derrotados. A torcida do XV também ajudou muito, muita gente foi pra Santa Cruz. Nunca tinha visto algo parecido nesta divisão”, relembra.
VEM DE BERÇO
Carlos Alberto Seixas nasceu na cidade de São Paulo, no dia 15 de dezembro de 1959. Seu pai, Antonio Seixas, era jogador de futebol. Atacante, jogou no São Paulo. Sempre levava o filho para assistir futebol.
“Todo sábado ele me levava na várzea ver os jogos. Foi a grande influência para eu seguir carreira no futebol”, conta. Assim como o pai, Carlos Alberto se tornou jogador de futebol, também atacante. Com 13 anos, foi campeão pelo Juventus na categoria dente de leite. Aos 15, já estava disputando a quarta divisão paulista pelo Moinho Água Branca, do bairro de Jaguaré.
Carlos Alberto nunca deixou de lado a paixão pelo futebol varzeano onde foi descoberto. “O Chico Sarna (avaliador) me viu jogando no Boca Junior, e me levou para fazer teste no Santos em 1978. Eu tinha 17 anos. Passei na avaliação, mas não deu certo”, fala.
O seu técnico do Moinho Água Branca já havia acertado a ida de Carlos Alberto para o time júnior do Palmeiras. Mas Seixas só ficou sabendo depois que havia passado na avaliação do time da baixada santista.
“Fiquei muito bravo. Pô, eu tinha passado pra jogar num time que tinha Pita, Airton Lira, Gilson Batata, entre outros. Aí eu fui disputar o Desafio ao Galo (um dos principais eventos do futebol de várzea da capital paulista), e foi quando conheci o Telê Santana”.
Telê, na época técnico do Palmeiras, viu Seixas jogar e logo chamou o jovem jogador para integrar o time profissional alviverde. “Foi engraçado porque eu já tinha tentado umas 5 vezes fazer parte do time do Palmeiras, todas sem sucesso. Sempre falavam que não precisavam de atacante no time júnior. Quando eu cheguei lá de novo, já falaram ‘De novo você aqui meu?’ (risos). Aí já responderam ‘Relaxa que ele não veio para o time júnior, é para o profissional’”, relembra.
Ficou no Palmeiras até 1983. Foi selecionado entre os 40 atletas na lista de convocação para integrar a mítica Seleção Brasileira de 1982, e também de 1986. Depois do Palmeiras, passou pelo Cruzeiro, onde foi um dos artilheiros e ídolos do time.
Depois passou por Mogi Mirim, onde também foi artilheiro da equipe. E aí começou sua carreira internacional. “Fiquei um ano e meio no Mogi, e depois fui para o América do México. Fiquei por lá um bom tempo, fui até considerado um dos melhores atacantes estrangeiros do campeonato”. Nos 3 anos de América, Seixas foi bicampeão nacional. Passou ainda por Atlante, e depois Querétaro, onde encerrou a carreira de jogador em 1998, aos 38 anos.
CHUTEIRAS PENDURADAS
Quando se aposentou dos gramados, Seixas já iniciou sua carreira fora das quatro linhas. Começou como auxiliar técnico. “Foi no próprio Querétaro, fui auxiliar técnico de Carlos de Los Cobos. Tínhamos jogado juntos no América”, conta. Retornou ao Brasil e em 2000 assumiu seu primeiro clube como técnico: a Mauaense. Passou pelo XV de Piracicaba quando o time disputava a Série B do Brasileiro. Teve passagens também por Olímpia, Noroeste, Costa Rica (MS) e Santacruzense.
LONGA AMIZADE
Palmeiras e Flamengo se enfrentavam no Maracanã. O templo do futebol estava lotado, mais de 112 mil torcedores acompanhavam a partida válida pela terceira fase do Campeonato Brasileiro de 1979. O jogo estaca empatado em 1×1 quando, aos 24 minutos do segundo tempo, Baroninho cobrou falta rasteira e Carlos Alberto Seixas completou para o gol. O jogo terminaria 4×1 para o Palmeiras de Telê Santana. “Conheci o Baroninho no Palmeiras, e ficamos muito amigos. Mas só jogamos juntos lá, depois só jogamos contra”, fala Carlos Alberto Seixas. Quase 40 anos depois, agora pelo XV de Jaú, Baroninho e Carlos Alberto Seixas se reencontram para trabalhar juntos novamente.





































































































































