Se o Fantástico exibisse o gol da rodada, teria que mostrar o sem-pulo de Lucas Abreu

Guarani define placar por 2 a 1 com gol no final

Se o Fantástico ainda exibisse o gol da rodada, teria que mostrar o sem-pulo de Lucas Abreu

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Golaço do volante Lucas Abreu roubou a cena na vitória do Guarani por 2 a 1 sobre o CSA, na noite desta sexta-feira em Campinas.

Em jogada de velocidade do meia Lucas Crispim pela direita e bola rebatida por defensor alagoano, a sobra ficou com Lucas Abreu que acertou um sem-pulo no ângulo direito do goleiro Matheus Mendes, que nada pôde fazer aos 44 minutos do segundo tempo.

CONCEIÇÃO

Mudanças feitas pelo treinador Felipe Conceição, do Guarani, aos 21 minutos do segundo tempo, foram fundamentais para melhora significativa de rendimento do time bugrino.

De uma tacada só houve troca de três jogadores do Guarani.

Se o CSA providencialmente explorava bem o lado direito de seu ataque diante do inseguro garoto Eliel, que atuava pela lateral-esquerda bugrina, a entrada de Bidu mudou a configuração, porque ele passou a atacar e exigir que o acompanhassem, o que implicou em redução de volume do time alagoano por ali.

O setor esquerdo foi reforçado porque Lucas Abreu, que entrou no lugar de Murilo Rangel, igualmente atacou, sem se descuidar da marcação quando necessário, diferentemente de Rangel que defensivamente ficou devendo.

Se o atacante Renanzinho foi desaprovado em nova chance como titular, Giovanny entrou aceso no lugar dele, participando da dinâmica de troca de passes, quando o panorama do jogo se inverteu.

De um time atacado e que até corria risco, o Guarani passou a mandar no jogo, embora não criasse embaraço ao goleiro Matheus Mendes, exceto em cabeçada de Bruno Sávio aos 28 minutos daquele segundo tempo.

VALORIZAÇÃO

Foi uma vitória com o devido valor porque o adversário é qualificado, ora na transição ao ataque, ora ao alongar a bola com precisão.

CSA sofreu gol logo aos quatro minutos, em pênalti infantil cometido pelo zagueiro Cléberson sobre Lucas Crispim, que se encarregou da cobrança, mas manteve o equilíbrio emocional, inclusive com excesso de lentidão na saída de bola de sua defesa.

Como seu treinador Mozart dos Santos teve percepção da vulnerabilidade do lado esquerdo defensivo do Guarani, trocou o posicionamento dos atacantes de beirada, puxando Andrigo pra jogar em cima do lateral Eliel.

Isso provocou desarranjo no time bugrino, que passou a rifar a bola ou com incidência elevada de erros de passes.

Apesar do maior volume de jogo, o CSA não ameaçava a meta bugrina, até que chegou ao empate aos 39 minutos do primeiro tempo.

BICICLETA

O gol do time alagoano teve uma singularidade: nasceu de cobrança de lateral, através de Diego Renan, e com a bola já dentro da área houve hesitação do lateral-direito Pablo, que ficou olhando Rodrigo Pimpão girar, aplicar bicicleta e ver a bola morrer no canto esquerdo do goleiro Gabriel Mesquita.

Reclamação inconsistente de Conceição ainda provocou a sua expulsão.

Por sorte, em se tratando de jogo sem público, ele pôde comandar o time aos berros, no setor de vitalícias do Estádio Brinco de Ouro.

PIMPÃO DESPERDIÇA

Como o início do segundo tempo foi basicamente continuidade da fase anterior, o CSA teve mais presença até os 21 minutos, período em que poderia ter virado o placar se Pimpão não perdesse gol feito, ao receber passe do atacante Pedro Lucas, e o árbitro André Rodrigo Rocha tivesse marcado pênalti claro do zagueiro Wálber em Rafael Bilu, que havia substituído Andrigo.

Depois disso só deu Guarani, que respira na competição com 24 pontos, e abrindo perspectiva de caminhada segura neste segundo turno.