Saudoso Carlinhos treinou o Guarani em 1993
Saudoso Carlinhos treinou o Guarani em 1993
Saudoso Carlinhos treinou o Guarani em 1993

O próximo dia 22 de junho será marcado como terceiro ano da morte do treinador Luís Carlos Nunes da Silva, o Carlinhos, aos 77 anos de idade, vítima de complicações no sistema circulatório quando já havia perdido a memória.
Carlinhos foi o típico treinador tampão do Flamengo, visto que entre outros clubes só treinou Guarani e Remo.
Na curta passagem por Campinas em 1993, comandou o time bugrino formado por Narciso; Valmir, Missinho, Fernando e Emilson; Valdeir, Celinho e Edmar: Mauricinho, Saulo e Edu Lima.
À época não conseguia se distanciar do Rio de Janeiro para degustar o chopinho com amigos.
Por ter sido um volante de estilo clássico, fazia o time do Flamengo jogar por música, justificando o apelido de Violino na passagem pelo clube de 1958 a 1969, com histórico de 23 gols em 517 partidas, e o prêmio Belfort Duarte destinado a jogadores sem expulsão na carreira.
SEM FALTAS
Como desarmava sem recorrer às faltas, orientava os seus marcadores sobre bom posicionamento, visando o tempo exato para antecipação nas jogadas. E, de posse bola, cobrava acerto nos passes.
Carlinhos priorizava treinos técnicos de dois toques, com uso de apenas metade do gramado. Também sabia explorar pontos falhos de adversários aplicando exaustivos ensaios de seus jogadas.
Por acreditar que o trabalho pré-jogo era fundamental, nada de esgoelar à beira do gramado para instruções. A voz mansa e fina dele só era ouvida pelo boleiro de seu time que se aproximava para cobranças de laterais.
Carlinhos nunca escondeu a mágoa por ter sido relegado pelo saudoso treinador Aimoré Moreira à Copa do Mundo de 1962 no Chile, quando o Brasil conquistou o bicampeonato. Na ocasião considerava-se melhor de que o palmeirense Zequinha – reserva de Zito -, mas a única oportunidade na Seleção Brasileira foi em 1964, num amistoso contra Portugal.
BRIGAIADA
Dois anos depois participou do time flamenguista que perdeu o título do Campeonato Carioca na briguenta final contra o Bangu, nessa equipe: Franz; Murilo, Ditão, Jaime e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Carlos Alberto, Almir Pernambuquinho, Silva e Osvaldo II. O público pagante na época foi de 143.978 torcedores, no Estádio do Maracanã.
Após pendurar as chuteiras como atleta, Carlinhos não deixou de frequentar a sede da Gávea. Era viciado no baralho, com preferência pelo buraco. Assim, bastava o Flamengo enroscar em competições para que ele fosse chamado como técnico tampão. E isso se repetiu por cinco vezes a partir de 1983.





































































































































