SAPESP exige que FPF impeça clubes que têm salários atrasados de disputar o estadual
A medida do Sindicato prevê uma punição maior depois que as ações para a perda de pontos não deram resultado no TJD
SAPESP notificou, há uma semana, a Federação Paulista de Futebol com relação à nova ordem imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal e Financeira do esporte.
São Paulo, SP, 19 (AFI) – O Sindicato de Atletas de São Paulo (SAPESP) afirma que suas várias ações judiciais para que os clubes que não pagavam salários ou não cumpriam com suas obrigações trabalhistas não surtiram efeito e, por isso, a entidade passa a exigir que a Federação Paulista de Futebol (FPF) só aceite nas competições os clubes que comprovarem suas regularidades quanto aos pagamentos de salários e depósitos do FGTS.
O Sindicato de Atletas entrou com nove ações, contra equipes como Portuguesa, Santo André, São José, Taubaté, Grêmio Barueri, Independente e Penapolense, que nem chegaram a ser atuadas pelo Tribunal de Justiça Desportiva. Com isso, a SAPESP notficou à FPF para que a Federação impeça a participação de clubes que estejam em situação irregular com atletas e a medida dependerá da resposta dada pela FPF.
A medida tomada pelo SAPESP poderia causar alterações nas três primeiras divisões do Campeonato Paulista, Séries A1, A2 e A3, que terão início no final de janeiro. O Sindicato juntou uma relação de cerca de 490 ações trabalhistas de atletas dicutindo a falta de pagamentos de salários.
Na lista, clubes como Palmeiras, Ponte Preta, Guarani, Juventus, Bragantino, Comercial, Batatais, Inter de Limeira, Ferroviária, Monte Azul, Noroeste, entre outros, estão inclusos.
O Sindicato reitera ainda que passou mais de cinco anos negociando com o Sindbol – sindicato patronal que reúne os clubes de futebol profissional – a Convenção Coletiva de Trabalho, na qual há reforço das condições que coíbel a inadimplência salarial, porém o TJD não deu continuidade na apuração dos casos e por isso o SAPESP recorrerá à nova medida. O sindicato negociou também o fim das negociações para a definição da Convenção Coletiva de Trabalho.






































































































































