São Paulo volta ao MorumBis com torcida desmobilizada e afastada pela chuva

Em determinados pontos, havia mais vendedores ambulantes que pessoas entrando no estádio

Os jogadores mal foram aplaudidos na entrada para o aquecimento. Algumas palmas tímidas soaram, com som abafado pela chuva e música de um dos camarotes

São Paulo
Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC

São Paulo, SP , 15 (AFI) – Desde 25 de outubro, o São Paulo não joga no MorumBis. A partida contra o São Bernardo, na noite desta quinta-feira, marca o retorno do time ao estádio. A torcida, contudo, não se mobilizou para a volta.

Com forte chuva desde horas antes do jogo, foi rara a presença do torcedor no entorno do MorumBis. Em determinados pontos, havia mais vendedores ambulantes que pessoas entrando no estádio.

CHUVA

A estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) do Butantã, a mais próxima do local, apontou acumulado de 28,9 milímetros entre 17h e 20h. Por volta de 18h, o estádio chegou a registrar quedas e oscilações nas luzes.

Os jogadores mal foram aplaudidos na entrada para o aquecimento. Algumas palmas tímidas soaram, com som abafado pela chuva e música de um dos camarotes. As manifestações foram fracas mesmo diante do retorno de Calleri, relacionado quase um ano depois de lesão que o tirou da temporada de 2025.

ÚLTIMA PARTIDA

A última partida do São Paulo em sua casa foi a vitória contra o Bahia, pelo Brasileirão, por 2 a 0. Depois, o time mandou seus jogos na Vila Belmiro, por ter o estádio alugado para shows.

A desmobilização também pode ser atribuída ao momento que o clube vive. Nesta sexta-feira, o Conselho Deliberativo vota o impeachment do presidente Julio Casares. Em paralelo, o São Paulo é centro de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público.

TORCEDORES BARRADOS

Houve relatos de torcedores que foram barrados de entrar no estádio com adesivos e faixas que protestavam contra Casares. Durante o hino nacional, torcedores ofenderam o presidente em coro.

Entre conselheiros, há o rumor de que Casares possa renunciar antes da reunião. O presidente não foi visto pela reportagem no estádio. Ele se afastou também das apresentações de contratações recentemente.

COLETIVAS

Nas coletivas em que foram apresentados Danielzinho e Coronel e na de Matheus Dória, quem representou a diretoria foi o executivo Rui Costa.

Opositores consideram fazer a reunião do impeachment mesmo em caso de renúncia. Isso, na prática, tornaria Casares inelegível, em uma eventual tentativa de retornar à presidência. Se aprovado no conselho, o afastamento vira pauta de uma assembleia geral, com voto dos sócios.