São Paulo vai convocar reunião extraordinária para ouvir Ataíde

O encontro deve ser no dia 22 deste mês, quando os membros vão ouvir o áudio gravado pelo ex-vice-presidente de futebol Ataíde contra Miguel Aidar

O São Paulo vai ter uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para avaliar o material colhido pelo ex-vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro

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São Paulo, SP, 09 – O São Paulo vai ter uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para avaliar o material colhido pelo ex-vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro contra o presidente do clube, Carlos Miguel Aidar. O encontro deve ser no dia 22 deste mês, quando os membros vão ouvir o áudio gravado em conversa entre os dirigentes e apreciar a moção de desconfiança elaborada contra o mandatário no fim de setembro.

“Pretendo na terça-feira cuidar disso para fazer a convocação para o dia 22”, contou o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. “Por toda a questão que ocorreu com o São Paulo, devemos nos reunir para esclarecimento, conhecimento e deliberação. O que se passou com o Ataíde é o tema mais palpitante”, explicou.

Ataíde afirmou que só vai falar sobre as denúncias nas reuniões do Conselho

Ataíde afirmou que só vai falar sobre as denúncias nas reuniões do Conselho

Em comunicado na tarde desta sexta-feira, Ataíde afirmou que só vai falar sobre as denúncias nas reuniões do Conselho. O dirigente deixou o cargo na manhã de terça-feira depois de se desentender com Aidar durante reunião em um hotel em São Paulo. A saída levou o presidente a solicitar horas depois o pedido de demissão coletiva de toda a diretoria.

Fora do cargo, Ataíde rompeu com Aidar e avisou ter provas de irregularidades na gestão do presidente, como desvio de verbas em transferências, pagamento de comissão à namorada. O ex-vice de futebol diz ter a gravação de uma conversa em que o mandatário fala sobre práticas ilícitas dentro do clube. O material deve ser ouvido na reunião e discutido entre os membros.

Na última reunião ordinária do Conselho, no fim de setembro, Leco recebeu uma moção de desconfiança assinada por 62 membros da oposição. O item não chegou a ser incluído na pauta e nem deve ser adicionado agora, porém será discutido. “A moção de desconfiança será abordada. Não podemos ignorar a existência dela, mas como não devemos ter quórum de 180 pessoas (75% de presença), não terá como ser votada.”