São Paulo paga multa ao STJD e livra Ceni de punição

Com isso o treinador poderá atuar na partida contra o Cuiabá.

O técnico havia sido expulso no jogo contra o Bragantino e foi enquadrado no STJD.

Categorias: Grandes clubes de São Paulo

Por: Agência Estado, 13/05/2022

São Paulo paga multa ao STJD e livra Ceni de punição
Rogério Ceni, treinador do São Paulo (Foto: Divulgação/São Paulo)

São Paulo, SP, 13 – O São Paulo não corre mais o risco de perder o técnico Rogério Ceni em 16 partidas do Campeonato Brasileiro. O clube do Morumbi entrou em um acordo com o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e vai pagar uma multa, que vai livrar o treinador do julgamento.

Desta forma, Rogério Ceni poderá ficar no banco de reservas e orientar o São Paulo na partida de domingo, às 16 horas, no Morumbi, diante do Cuiabá, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

São Paulo paga multa ao STJD e livra Ceni de punição
São Paulo paga multa ao STJD e livra Ceni de punição (Foto: Divulgação/São Paulo)

Rogério foi expulso no empate diante do Red Bull Bragantino, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, no último dia 23. O treinador foi denunciado em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

ENTENDA O CASO

O motivo da animosidade foi a atuação do quarto árbitro Salim Fende Chavez, que solicitou ao juiz principal, Bruno Arleu de Araújo, a advertência ao técnico são-paulino.

Em seu discurso, Ceni negou qualquer tipo de ofensa a Chavez e contou ainda que havia solicitado ao delegado da partida que desse o seu ponto de vista sobre o amarelo recebido momentos antes. Ainda segundo o treinador do São Paulo, esse atrito fez com que o quarto árbitro solicitasse a sua expulsão.

“Calleri saiu machucado, não pôde entrar por trás do gol. Gritei com o médico para levá-lo para a lateral, para não ficarmos com um a menos. Saí da área técnica. Quando voltei, ele veio provocando o enfrentamento para dar o cartão”, disse Rogério, após a partida.

O técnico afirmou que gostaria de justificar na súmula o seu ponto de vista, de que quem provocou o cartão foi quarto árbitro. “Não ofendi, não xinguei ninguém, só saí da área médica para falar com o médico. O cara fez sacanagem.”

Na súmula, Araújo relatou: “Por sair deliberadamente de sua área técnica, discordando e protestando com gestos na direção do 4º árbitro, sr. Salim Fende Chaves, proferindo as seguintes palavras: “Arbitragem caseira!”. Informo ainda que, após a expulsão, o mesmo (Rogério Ceni) ficou rodeando o 4º árbitro, ocasionando um tumulto, oferecendo resistência para sair do campo de jogo e somente se retirando após auxílio de integrantes de sua comissão técnica.

NO STJD

O STJD enquadrou Ceni em dois artigos: 257 (participar de rixa, conflito ou tumulto, durante a partida, prova ou equivalente) e o 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código). A pena máxima poderia atingir 16 partidas.

Ceni, que ficou de fora do banco de reservas no clássico diante do Santos para cumprir suspensão por causa do cartão vermelho, comandou o São Paulo, quinta-feira, na Arena Barueri, na vitória, por 2 a 0, sobre o Juventude, que garantiu o time nas oitavas de final da Copa do Brasil.

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