São Paulo não leva a sério veto do Morumbi pelo Corinthians

São Paulo, SP, 15 (AFI) – O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, mostrou muita tranqüilidade ao comentar a posição, agora oficial, do Corinthians de não mais jogar no Morumbi, exceto quando o mando for do tricolor. A decisão foi anunciada pelo presidente Andrés Sanches, sábado, após ser eleito para um mandato de três anos no clube do Parque São Jorge.

Confira:
Apresentação do clássico São Paulo x Corinthians

”Nos próximos três anos nós não vamos mais jogar no Morumbi. E quem for corintiano e tiver cativa lá, já pode ficar sabendo de nossa posição”, disse o inflamado, André Sanches.
Sabiamente, Juvenal, ao microfone da Rádio Joven Pan de São Paulo, em entrevista exclusiva a Vanderlei Nogueira, recebeu tudo como um desabafo.

”Prefiro aguardar um pouco e deixar a poeira baixar. Tenho certeza de que essa situação vai mudar. O próprio Sanches já me falou, certa vez, que se pudesse só mandaria seus jogos no Morumbi”, retrucou Juvenal.

Protesto contra medida
A decisão de Sanches seria um protesto contra a medida adotada pela direção do são Paulo em conceder apenas 10% dos ingressos ao corintianos no clássico deste domingo, pela oitava rodada do Paulistão. Juvêncio falou sobre a devolução da carga e também sobre os questionamentos à respeito dos preços, uma vez que as arquibancadas custavam R$ 80,00.

”Recebemos no sábado à tarde uma prestação de contas, no qual sobraram perto de mil ingressos. Com relação ao preço, quem impôs uma majoração foi o próprio Corinthians dentro dos seus jogos (no Pacaembu). Agora eles devolveram até ingressos de R$ 40”, contou o dirigente.

Visão moderna
O presidente ainda fez questão de dizer que a carga reduzida não é uma retaliação e que faz parte da nova visão profissional do futebol, onde o atendimento ao público passa a ser fundamental.

”É uma tendência moderna, de redução de público e de melhor atendimento. Reconhecemos a grandeza do Corinthians e queremos times fortes, como o Palmeiras e o Santos, porque senão ficamos sem ter com quem jogar”, completou.

O presidente, porém, acha que é preciso manter o público nos estádios, apesar da transmissão da mídia (televisão) absorver o maior público.

”O estádio é o palco do futebol. E não existe espetáculo sem platéia”, finalizou.