São Paulo demite Gustavo Vieira de Oliveira, filho de Sócrates, e "rouba" Chimello, do Ituano

Chimello trabalhou com o atual mandatário tricolor, Carlos Miguel Aidar, na década de 1980

São Paulo demitiu o gerente de futebol Gustavo Vieira de Oliveira, filho do ex-jogador Sócrates. Ele deve ser substituído por José Eduardo Chimello, do Ituano.

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São Paulo, SP, 27 (AFI) – A reformulação no São Paulo não se limitará a saída de alguns jogadores e à chegada do técnico colombiano Juan Carlos Osorio. Nesta quarta-feira, o time do Morumbi demitiu o gerente de futebol Gustavo Vieira de Oliveira, filho do ex-jogador Sócrates. Ele deve ser substituído por José Eduardo Chimello, atualmente supervisor de futebol do Ituano.

Chimello é um velho conhecido, não só do São Paulo, como do próprio presidente tricolor, Carlos Miguel Aidar. Ele trabalhou com o atual mandatário do clube na década de 1980. Além da passagem pelo Morumbi, no período dos menudos, ele também trabalhou no Flamengo.

Chimello (de camisa rosa) ao lado de Doriva: Ele fez parte do time campeão paulista pelo Ituano

Chimello (de camisa rosa) ao lado de Doriva: Ele fez parte do time campeão paulista pelo Ituano

No Morumbi, trabalhou de 1981 a 1991. Neste período, que coincidiu com os dois mandatos de Aidar, o Tricolor conquistou dois brasileiros (1986 e 1991) e cinco paulistas (1981, 1985, 1987, 1989 e 1991). Chimello também ajudou na formação do time que viria a ser bicampeão mundial e da Libertadores, nos anos seguintes.

Recentemente, vinha trabalhando juntamente com Juninho Paulista no futebol do Ituano. No clube rubro-negro, Chimello tinha a responsabilidade de fazer a ponte entre diretoria e jogadores. Muitos no clube classificavam o dirigentes de “paizão”, já que distribui broncas na mesma proporção que protegia os boleiros.

A chegada do dirigente mais experiente contrasta com o currículo de Gustavo Vieira de Oliveira. Com apenas 36 anos, o advogado chegou com um perfil promissor. Antes de assumir o cargo, auxiliou nas contratações de Luís Fabiano e Paulo Henrique Ganso. Seu maior defeito era a ligação com o antigo presidente Juvenal Juvêncio, desafeto de Aidar.

Nos próximos dias, outro dirigente deve ganhar mala no São Paulo. O coordenador das categorias de base do Sampa, Júnior Chávare, também é cotado para sair. O substituto pode até mesmo ser Milton Cruz, auxiliar que comanda o time profissional desde a saída de Muricy Ramalho.