São Paulo 1 x 2 Criciúma - Sem sal grosso, Ceni perde pênalti e Tricolor se afunda!

Com o resultado, clube deve terminar o primeiro turno na zona de rebaixamento

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São Paulo, SP, 05 (AFI) – Os torcedores do São Paulo resolveram nesta quinta-feira tirar o sal grosso, acreditando que não precisava mais, já que o time havia reencontrado o bom futebol. Mas, a maldição reverteu contra o clube e numa noite em que nada deu certo, o São Paulo acabou sendo derrotado pelo Criciúma, por 2 a 1, no Morumbi, num jogo que era de extrema importância para se distanciar da zona de rebaixamento. Mais de 30 mil estiveram no Estádio acompanhando a partida.

A derrota poderia ter sido evitada, Rogério Ceni, aos 17 minutos do segundo tempo, perdeu um pênalti, complicando a situação do time. Aloísio tinha chamado a responsabilidade, mas Ceni não deixou o atacante e cobrou para defesa do goleiro do Criciúma. Este é o terceiro pênalti seguido que Rogério Ceni erra.

Com o resultado, o São Paulo, provavelmente, terminará o primeiro turno na zona de rebaixamento. No momento tem 18 pontos, em 18°, enquanto, o Tigre se distanciou chegando aos 23 pontos, na nona colocação.

Tigre marca dois e surpreende!
Por conta do desgaste físico dos atletas e da dificuldade de achar a melhor formação do time, Paulo Autuori voltou a modificar bastante o time do São Paulo. Machucado, Douglas fez Paulo Miranda ser improvisado na lateral, o que causou a ida de Rodrigo Caio para a zaga e a entrada de Fabrício no meio. Rafael Toloi entrou na vaga do suspenso Antônio Carlos. E essas eram só as alterações defensivas. No ataque, Osvaldo e Lucas Evangelista viraram reservas para as entradas de Aloísio e Negueba.

Com tantas mudanças, o São Paulo começou o jogo sendo pressionado, mas nada que levasse muito perigo a Rogério Ceni. O próprio goleiro teve a chance de abrir o placar, numa falta aos 19 minutos, mas bateu em cima de Galatto, que já havia feito grande defesa em chute de Negueba, pouco antes.

Aí veio a falha que começou a mudar o jogo. Marlon recebeu em velocidade na lateral esquerda da área tricolor, adiantou a bola em direção à linha de fundo, e foi derrubado por Rodrigo Caio, que chegou atrasado e fez falta absolutamente desnecessária. Pênalti que Marcel bateu no meio do gol para abrir o placar.

Empurrado pela torcida, o São Paulo partiu em busca do empate e teve três chances com Luis Fabiano. Numa ele arriscou de longe e Galatto pegou, em outra a tentativa foi a queima-roupa, em cima do goleiro, e na terceira o atacante cabeceou para fora.

A demora em conseguir o gol fez o São Paulo começar a dar mostrar de ansiedade. E foi assim que o time foi punido aos 41 minutos. Após erro de Jadson, o Criciúma puxou contra-ataque no quatro contra três. O cruzamento veio da direita, Rodrigo Caio saiu da marcação de Lins deixando para Rafael Toloi, o zagueiro errou o posicionamento, e deixou Lins livre para marcar, quase sem ângulo.

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Ceni erra…
Pelo que (não) fez no primeiro tempo, era claro que Jadson sairia no intervalo para dar lugar a Ganso. Dito e feito. Com um meia de armação, o time cresceu. Não sem antes levar um grande susto, antes de o relógio marcar 30 segundos. Em mais uma falha da zaga, Lins saiu na cara de Rogério Ceni, tirou do goleiro, mas colocou na trave.

A pressão levantou a torcida até que, aos 16, Aloísio foi derrubado por Galatto na área. O atacante botou a bola embaixo do braço e avisou: “Eu bato, eu bato. Eu sofri, eu bato”. Enquanto ele ajeitava a bola na marca do pênalti, viu Rogério Ceni atravessando o campo para cobrar.

O goleiro até que não bateu mal, mas Galatto acertou o canto e fez linda defesa para sacramentar o quarto pênalti seguido do São Paulo. Rogério errou contra o Bayern de Munique e a Portuguesa, disse que não bateria mais, e Jadson falhou diante do Flamengo.

Pouco depois o São Paulo descontou. Aloísio recebeu de costas para o gol na entrada da área, girou sobre a marcação e bateu rasteiro, no canto de Galatto. Com o gol, recolocou a torcida ao lado do time.

As chances foram sendo criadas e perdidas. Com Aloísio, Paulo Miranda, Lucas Evangelista, Luis Fabiano, e até Osvaldo, que entrou no lugar de Negueba, recebeu na pequena área, teve a chance de encerrar um jejum de quase um semestre sem fazer gols, mas mandou para fora. Não era mesmo o dia do São Paulo, que homenageava o ídolo Leônidas da Silva com um uniforme retrô. Nesta sexta-feira celebra-se os 100 anos de nascimento do “Diamante Negro”.

Próximos jogos
Para fechar uma série de quatro jogos em oito dias, o time tricolor visita o Coritiba, domingo. No mesmo dia, em Santa Catarina, o Criciúma enfrenta o Botafogo.