São José B se alia a prefeito e a Robertinho da Padaria para derrubar o São José
Carlinhos de Almeida e Robertinho da Padaria se juntaram a Nelson Guanaes para afundar o São José
A cidade de São José dos Campos, principal município do Vale do Paraíba iniciou o ano de 2014 com uma péssima notícia. O até então Joseense, clube criado em 1998 e que pretendia ser o segundo time da cidade, decidiu mudar de nome e escudo
São José dos Campos, SP, 12 (AFI) – A cidade de São José dos Campos, principal município do Vale do Paraíba iniciou o ano de 2014 com uma péssima notícia. O até então Joseense, clube criado em 1998 e que pretendia ser o segundo time da cidade, decidiu mudar de nome e escudo e, assim, tentar tirar toda a tradição conquistada pelo São José Esporte Clube em 80 anos de história. Depois de afundar o clube em dívidas e colocar a Águia do Vale em uma situação próxima da falência, o ex-presidente Robertinho da Padaria se juntou, assim como o prefeito Carlinhos Almeida (PT), ao presidente Nelson Guanaes para fortalecer o Joseense e tomar o lugar do São José.

A atitude, muito mais política do que esportiva, visa derrubar o São José para a Série A3 do Campeonato Paulista e subir o “São José B” para a Série A2, para que assim os torcedores que surgirem agora na cidade passem a pensar que o verdadeiro time de tradição é o Tigre do Vale e não mais a Águia do Vale. Acuado e falido, o presidente do São José, Benevides Ferneda, o Geléia, foi obrigado a praticamente ceder o clube para investidores, que chegaram na última terça-feira para pagar os salários atrasados e trazer novos jogadores.
Em entrevista a rádio Cidade, na última terça-feira, Geléia criticou a fundação do “São José dos Campos F.C” e disse que a tradição e a camisa do São José não permitirá que a cidade troque de torcida.
“O São José é o São José. É o time da cidade e não adianta surgir outro, porque nós temos camisa. Chegou a parceria do investidor Gaspar Duarte que prometeu pagar todos os salários e aí a gente vai poder deixar a situação desconfortável e voltar a fazer o projeto que sempre sonhamos”, disse o presidente.
A tática do “São José B” vem dando certo até aqui. Falido e com uma dívida de R$350 mil em salários com os jogadores, a Águia perdeu todos os cinco jogos disputados na Série A2 até aqui e é o lanterna da competição. Diante da crise e da falta do apoio da prefeitura, que passou para o outro lado e além de ajudar o São José B, ainda quer derrubar a Águia, Geléia se rendeu ao investidor Gaspar Duarte.
Enquanto o São José B vai tentando atrair novos adeptos com a mudança de nome e escudo, os torcedores do São José fazem protestos nos jogos e nas ruas da cidade contra a atitude. Conhecedores da longa história da Águia do vale, eles não querem que uma tentativa política de Robertinho da padaria e de Carlinhos Almeida altere as tradições do futebol joseense.
O começo de tudo
A história que levou o São José Esporte Clube a uma crise financeira começou em 2012, ano da eleição para prefeito de São José dos Campos. Apoiado por Robertinho da Padaria, Carlinhos Almeida (PT) venceu as eleições ainda no primeiro turno, deixando para trás os candidatos Alexandre Blanco (PSDB) e Cristiano (PV). Enquanto Robertinho da Padaria seguia no comando do São José, o clube recebia investimento e chegou a brigar pelas primeiras posições na Série A2. No ano seguinte, último ano do mandato de Robertinho, o São José não repetiu o mesmo sucesso, começou a atrasar salários e não classificou para o Quadrangular Final da Série A2.
Já sabendo que não permaneceria como mandatário do São José Esporte Clube, Robertinho da Padaria começou a “mexer os seus pauzinhos”. Os documentos e atas do clube desapareceram e os contatos com o presidente do Joseense, Nelson Guanaes, se tornaram frequentes.
Quando Benevides Ferneda assumiu a presidência, encontrou um clube endividado, sem categorias de base e vivendo à custa de torcedores. A solução foi trazer o experiente técnico Ruy Scarpino, que ajudou a montar o time e até a pagar do próprio bolso contas referentes a ambulância e Corpo de Bombeiros.
“Quem montou o time foi o meu amigo Ruy (Scarpino), eu só trouxe o Dida. Ele ajudou muito o clube e no que eu puder ajudar, eu vou ajuda-lo. Ele realmente foi um parceiro do São José, mas os resultados não vieram e a nova parceria achou que tinha que trocar a comissão técnica”, explicou Geléia à rádio Cidade.
O novo investidor do clube, Gaspar Duarte, confirma que a auditoria no clube está complicada de ser realizada devido ao sumiço de alguns documentos.
“O presidente (Geléia) assumiu o clube em novembro, deixaram o clube falido. Nem documento tem para a gente fazer auditoria, mas pode ter certeza que vamos correr atrás e os responsáveis por deixarem o clube nessa situação vão ter que responder”, disse Gaspar Duarte.
A mudança no Joseense
Com Robertinho da Padaria e o prefeito Carlinhos de Almeida como aliados, o presidente do Joseense, Nelson Guanaes ficou com a faca e o queijo na mão para transformar um time que sempre foi deixado de lado na cidade em prioridade. Com mais dinheiro do que o rival, alterou o nome para São José dos Campos Futebol Clube, também conhecido como “São José B” e ainda teve a audácia de alterar o símbolo, retirando as cores amarela e preta, que lembravam o mascote (Tigre) e alterando para branco, azul e amarelo, mesmas cores do São José Esporte Clube.
Com dinheiro na mão e apoio da prefeitura, iniciou o planejamento para tornar o clube mais forte que o rival e mudou a política de contratar jogadores experientes para investir em jogadores que conhecem a divisão.
Aldo Rebelo conhecendo as instalações do Martins pereira ao lado de Robertinho da Padaria
Carlinhos Almeida e o Estádio Martins Pereira
Símbolo do futebol joseense, o Estádio Martins Pereira não está sendo utilizado por nenhum dos clubes da cidade neste ano. O motivo é que a prefeitura achava que atrairia seleções que disputarão a Copa do Mundo para a cidade de São José dos Campos se interditasse o Estádio e o reformasse. O Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo visitou as instalações do Martins Pereira ao lado de Carlinhos Almeida, em mais uma atitude política.
O problema é que nenhuma seleção escolheu São José dos Campos para se hospedar durante a Copa do Mundo. O Estádio foi reformado em plena época de disputa da Série A2 e a Série A3 e São José e São José B estão atuando fora da cidade por não existir um local propício para jogo em São José dos Campos. A Águia do Vale está atuando em Jacareí e o São José B em Suzano. Mais uma falha de Carlinhos Almeida.





































































































































