São Bernardo repudia ofensa racista ao volante Marino

O jogador foi alvo de ofensa racial na partida contra o Paraná

São Bernardo Futebol Clube divulgou na manhã desta sexta-feira uma mensagem de repúdio ao ato de racismo contra o volante Marino. O jogador foi alvo de ofensa racial na partida contra o Paraná.

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São Bernardo do Campo, SP, 11 (AFI) – O São Bernardo Futebol Clube divulgou na manhã desta sexta-feira uma mensagem de repúdio ao ato de racismo contra o volante Marino. O jogador foi alvo de ofensa racial na partida contra o Paraná, na noite de quinta-feira, em duelo válido pela Copa do Brasil, em Curitiba. A frase “Diga não ao racismo” ganhou destaque no site do clube paulista.

Além disso, a imagem traz a mensagem “Fechado com o Marino”, lembrando a expressão usada na defesa do volante Tinga, do Cruzeiro, que foi hostilizado pelos torcedores do Real Garcilaso, no Peru, em jogo da Copa Libertadores.

0002048176843 imgRádio Banda B

“Por meio do presidente Luiz Fernando Teixeira Ferreira, o São Bernardo lamenta a atitude da torcida adversária perante seu atleta e repudia qualquer tipo de discriminação”, registrou o clube, em nota publicada no site.

Marino foi expulso no fim do segundo tempo, quando o São Bernardo perdia por 3 a 1. No caminho do vestiário ouviu insultos dos torcedores do Paraná. O jogador foi chamado de “macaco” e “gorila”.

“Vim aqui para fazer o meu melhor jogo pelo São Bernardo, deixei minha família e filhos em casa. Minha esposa tem a minha cor e eu tenho que ouvir esse tipo de coisa. Isso é triste, isso aqui no Brasil está ficando comum. Cada dia está pior. A maioria da população é negra, não sei como isso acontece”, disse Marino em entrevista às rádios locais.

Marino foi orientado por seu clube a registrar um Boletim de Ocorrência e seguiu para a Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos (Demafe), que funciona no próprio estádio em dias de jogos, ao fim da partida. O presidente do Paraná, Rubens Bohllen, também compareceu ao posto policial, assim como um jornalista, como testemunhas.

Já o mandatário do São Bernardo, Luiz Fernando Ferreira, afirmou que irá até as últimas consequências. “Ele (Marino) quase perdeu a cabeça. Começou a chorar e, ao fim do jogo, quando chegamos ao vestiário, ele ainda estava chorando. Isso é inadmissível”, disse.