Santos caiu na armadilha montada pela Ponte Preta

Time pontepretano goleia por 3 a 0

Santos caiu na armadilha montada pela Ponte Preta

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Dois fatores foram fundamentais para que a Ponte Preta aplicasse goleada por 3 a 0 sobre o Santos, na noite desta sexta-feira em Campinas: treinador santista subestimou o time pontepretano, que teve humildade sim para traçar estratégia de marcar atrás da linha da bola e, de posse dela explorar jogadas de velocidade, nos contra-ataques.

Os três gols da partida foram desta forma, exatamente porque o Santos quis colocar em prática marcação alta de seu compartimento defensivo, por vezes até além do meio de campo, e com isso acabou surpreendido.

TITULARES POUPADOS

A bem da verdade, desnecessariamente o treinador do Santos, Ariel Holan, poupou vários titulares, quando o recomendável seria ter tomado tal decisão no domingo, por ocasião da partida contra a Inter de Limeira, visto que o seu time volta a jogar pela Libertadores na terça-feira, contra o Barcelona de Guaiaquil (EQU).

Além disso, a morosidade do Santos no início da partida, com frequentes recuo de bola, era suposição, para os seus jogadores, que venceriam a partida quando bem entendessem.

Foi aí que acabou surpreendido logo aos oito minutos, ao sofrer o gol.

A estratégia definida pela Ponte Preta teve resultado prático quando Moisés, pelo lado esquerdo, livrou-se da marcação do improvisado Vinícius Balieiro na lateral direita santista, e no cruzamento houve rebote do goleiro John e aproveitamento do centroavante João Veras, que abriu o placar.

GOLEADA

Mesmo em desvantagem, o Santos tocava a bola lentamente e encontrava dificuldades para penetração na forte marcação montada pela Ponte Preta, que no uso mais uma vez de contra-ataques ampliou o placar, com Camilo puxando a jogada pela esquerda, e no cruzamento o zagueiro Luan Peres rebateu mal, e novamente João Veras ampliou aos 32 minutos: 2 a 0.

Quando Moisés já havia trocado de lado no ataque pontepretano, pela direita, foi lançado por Niltinho, pelo lado esquerdo, nas costas da defensiva santista, que continuava com marcação alta: 3 a 0, aos 34 minutos.

E não fosse defesa do goleiro John, em finalização de Niltinho, a vantagem da Ponte seria ainda maior, visto que o Santos não criou uma chance sequer no primeiro tempo.

MEXIDAS

Com a viola em cacos, Ariel Holan tentou fortalecer o time santista no início do segundo tempo, ao colocar Marinho no lugar do garoto Ângelo. Também sacou Ivonei, que errava muito, para entrada de Lucas Lourenço. E tirou o improvisado Balieiro para colocar Pará, que é jogador da posição.

Copete, escalado para atuar na lateral-esquerda, recuou cerca de 95% das bolas que recebeu, e assim a defesa santista só voltou a sofrer risco aos 43 minutos do segundo tempo, num descuido de marcação.

Aí o volante Barreto chegou de surpresa ao ataque e, cara a cara com o goleiro John, tentou tocar por cobertura e provocou recuo de bola.

A postura da Ponte durante todo segundo tempo foi de se defender e não dar espaço para o Santos penetrar, fazendo que ele rodasse a bola e raramente se aproximasse de sua área.

Assim, o goleiro pontepretano Ygor Vinhas apenas foi exigido em cobranças de falta através de Lucas Lorenço e Marinho.

NILTINHO

A performance do atacante Niltinho foi grata surpresa no time pontepretano.

Não bastasse participação em lançamento e finalização, taticamente ajudou a equipe na marcação, diferentemente de Pedrinho, que ocupava a posição sem o devido convencimento.

Foi, portanto, uma vitória de estratégia e, independentemente do ‘salto alto do Santos’, tem-se que atribuir justiça ao treinador pontepretano Fábio Moreno pelo acerto na postura tática.