Santos 3 x 0 São Paulo - Caiu na rede é Peixe!

Time da Baixada Santista aumentou a série de invencibilidade no Brasileirão

Time da Baixada Santista aumentou a série de invencibilidade no Brasileirão

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Santos, SP, 09 (AFI) – Ninguém segura o Santos. Sem grandes problemas e com mais uma grande atuação na Vila Belmiro, o Peixe não deu chances ao São Paulo e venceu por 3 a 0, na noite desta quarta-feira, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Foi a oitava vitória seguida dentro de casa e o 11º jogo sem derrota no torneio nacional.

Com a boa sequência, o Santos se aproximou da zona de classificação da Libertadores. O time assumiu o sexto lugar com 37 pontos, um a menos que o São Paulo, que não perdeu o quarto lugar por conta do tropeço do Atlético-PR para o Figueirense. O Tricolor segura a quarta colocação do saldo de gols (5 a 4).

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O JOGO
A bola de cristal do técnico Juan Cristal Osorio se mostrou meio opaca. Ele havia previsto um jogo ofensivo, lá e cá, mas o prognóstico se confirmou apenas para os donos da casa. Os visitantes tiveram duas chances, isoladas no início e no fim do primeiro tempo, as duas com Rogério. No resto do tempo, correram atrás do rival.

O Santos foi o senhor do jogo, sempre com maior posse de bola. Os erros de passe, no entanto, prejudicaram a sua fluidez. Muitos passes morriam no vazio, e a equipe da casa não conseguiu provocar o tsunami que causou nos jogos anteriores. Jogo equilibrado até a metade do primeiro tempo.

O Santos dominou completamente o clássico e venceu o São Paulo por 3 a 0. - saopaulofc.net

O Santos dominou completamente o clássico e venceu o São Paulo por 3 a 0.

A estratégia santista era, na verdade, um torniquete que foi dando suas voltas à medida que o tempo passava. Quase sempre pelo lado direito, com as triangulações entre Victor Ferraz, Gabriel e Longuine, o Santos cutucava o rival e começava a tocar sua música.

Marquinhos Gabriel não tem a exuberância de Lucas Lima, mas foi um armador eficaz. Inspirado pelo titular, tentou metidas enjoadas, como aos 28 minutos. Ricardo Oliveira recebeu, cruzou de primeira e Thiago Maia furou na pequena área. Vale lembrar que Maia é volante, o elemento surpresa que começou a confundir a zaga do São Paulo.

E o torniquete deu sua volta definitiva aos 31. Após cobrança de falta de Zeca, o zagueiro David Braz desviou de cabeça no ângulo. O São Paulo não havia tomado gol nos últimos quatro jogos. Uma faixa subiu nas arquibancadas pedindo a convocação do capitão santista para a seleção. Não é para tanto.

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O segredo do Santos foi a movimentação constante dos jogadores de frente. Os defensores do rival não sabiam a quem marcar. Por outro lado, não funcionou a estratégia de contra-ataque do São Paulo. Michel Bastos foi poupado depois de atuar em todos os jogos com Osorio. Também pesou nessa escolha o fato de o time querer apostar mais do que nunca no contra-ataque, e Michel tende a cadenciar o jogo. Bem marcado, Ganso não conseguiu esticar nenhum dos três velozes atacantes. Mérito dos volantes Thiago Maia e Renato, que fizeram grande partida.

Aos 42, o gol de Rafael Longuine evidenciou a sinuca de bico em que o São Paulo se encontrava. Gabriel aproveitou bobeada de Reinaldo e tocou para o meia anotar o segundo gol.

Osorio voltou atrás e escalou Michel Bastos e Wesley no lugar Wilder e Hudson no segundo tempo. Não deu tempo de o time esboçar reação tática e psicológica. Logo aos 6 minutos, o Santos definiu a partida. Após boa jogada de Victor Ferraz e Renato, Ricardo Oliveira se antecipou ao goleiro Renan Ribeiro e fez seu 16º no Campeonato Brasileiro. O São Paulo conseguiu ser ainda pior, mais lento e menos objetivo, e só teve uma chance: Rogério fez bela jogada e Michel Bastos acertou a trave. Nem esse lance diminuiu os gritos de “Olé” da torcida santista.

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