Santos 0 x 0 São Paulo - Tabu mantido e futebol feio, também

Santos, SP, 01 (AFI) – No chamado “Clássico dos aflitos”, Santos e São Paulo proporcionaram uma partida sem emoções. Com um futebol burocrático, os dois times não conseguiu nada mais do que um empate sem gols, na tarde deste domingo, na Vila Belmiro, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

Os rivais se alternaram no comando da partida, mas não exerceram pressão a ponto de abrir o placar. O São Paulo foi melhor no primeiro tempo, mas caiu de produção na etapa final e viu o Santos criar algumas oportunidades.

Após sua segunda partida em casa, o Santos não pode comemorar uma campanha das mais bem sucedidas. Com uma vitória e um empate, o Peixe está com quatro pontos, na 13ª posição. Fora de casa, o desempenho é pífio: derrotas para Flamengo (3 a 1) e Cruzeiro (4 a 0).

Com o resultado sem graça fora de casa, o São Paulo segue sem vencer no Brasileirão. O Tricolor acumula três empates seguidos (contra Atlético-PR, Coritiba e Santos) e, na tabela de classificação, está em 18º lugar, na zona de rebaixamento.

Tabu mantido
De positivo neste domingo, o São Paulo pode comemorar apenas a manutenção do tabu contra um de seus principais rivais. O Tricolor não perde para o Santos desde a temporada de 2006, quando foi goleado por 4 a 0, jogando com os reservas.

Quando a partida acontece na Vila Belmiro, o tabu aumenta mais um ano. A última vitória santista sobre os tricolores jogando na Baixada aconteceu em 2005. Na ocasião, o Peixe venceu por 2 a 1, também contra os reservas são-paulinos.

Equilíbrio por baixo
O clássico começou equilibrado. Ambas as equipes tinham consistência defensiva, pois entraram com três zagueiros. Mas faltava alguém para armar as jogadas e levar perigo aos goleiros Fábio Costa e Rogério Ceni.

O São Paulo tinha maior posse de bola. Com Richarlyson na posição que rende melhor, o Tricolor criou boa chance aos cinco minutos, quando o volante invadiu a área e chutou prensado, para alívio da defesa santista.

Mais presente no campo de ataque, o time paulistano começou a gostar da partida. Aos 19, Joílson recebeu dentro da área, girou e bateu para o gol, mas Fábio Costa, atento, defendeu com os pés. Após esta chance criada, o São Paulo perdeu o embalo no jogo.

O Santos, então, passou a aproveitar os contra-ataques com mais rapidez. Baseando seu jogo nas laterais, com Adriano e Kléber, o Peixe aprontou uma correria em cima da defesa são-paulina, que em nada lembrava a entrosada retaguarda que brilhou em 2007.

Monótono até o fim
Muricy Ramalho tomou uma atitude para o segundo tempo. Cansado de seus dois atacantes trombarem na frente, o treinador colocou o veloz Dagoberto na vaga de Borges, com a esperança de mudar o panorama do jogo.

Mas, por mais incrível que possa parecer, o São Paulo ficou mais lento com a entrada de Dagoberto. O atacante mal apareceu para jogar e prejudicou o ataque a movimentação do ataque tricolor. O Santos, então, decidiu atacar.

A equipe passou a usar as costas de Joílson para criar suas oportunidades. Foi assim que, aos 12 minutos, Marcelo quase abriu o placar. O zagueiro recebeu cruzamento de Kléber e tocou para o gol, mas Rogério Ceni, atento, fez boa defesa.

Muricy Ramalho mudou o ataque mais uma vez, e desta vez colocou Eder Luís. Dono de características completamente diferentes das de Aloísio, o camisa 9 não trouxe nada de ousado ao jogo tricolor, sendo apenas mais um em campo.

Próximos Jogos
Já pela quinta rodada do Brasileirão, o Santos volta a jogar no próximo domingo. A equipe da Baixada enfrenta o Vitória, no Barradão, em Salvador, às 18h10. Um dia antes, no sábado, o São Paulo recebe o Atlético-MG, no estádio do Morumbi, na capital paulista.

Ficha Técnica

Santos 0 x 0 São Paulo

Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos – SP
Público: 7.298 torcedoresRenda: R$ 113.880,00

Árbitro: Leonardo Gaciba – RS
Cartões Amarelos: Adriano, Marcinho Guerreiro, Domingos e Wesley (Santos); Hugo, Joílson e Richarlyson (São Paulo)
Cartão Vermelho: Richarlyson (São Paulo)

Santos
Fábio Costa; Marcelo, Betão e Domingos; Adriano, Marcinho Guerreiro (Tiago Luís), Rodrigo Souto, Molina (Wesley) e Kléber; Rodrigo Tabata (Lima) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes.

São Paulo
Rogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Miranda; Joílson, Zé Luís, Richarlyson, Hugo (Fábio Santos) e Jorge Wagner; Borges (Dagoberto) e Aloísio (Eder Luís).
Técnico: Muricy Ramalho.