Santos 0 x 0 Bragantino - Santos é finalista sem merecer

São Paulo, SP, 22 (AFI) – Mesmo sem ter vencido nas semifinais, o Santos está na decisão do Campeonato Paulista. Valendo-se do regulamento, o time santista garantiu sua vaga após empatar sem gols com o Bragantino, na tarde deste domingo, no Morumbi, em São Paulo. Na partida de ida, os dois times já haviam empatado sem gols e o Peixe, por ter feito melhor campanha, tinha a vantagem de atuar por dois empates.

Durante todo o jogo, o Santos se mostrou superior tecnicamente, entretanto, não o suficiente para conquistar a vitória. Dentro de suas limitações, o Braga fez o que pôde para barrar o adversário e no final por muito pouco não ficou com a vaga. O time do Interior perdeu duas chances de ouro com Bill e Juliano, aos 41 e aos 42 do segundo tempo.

Agora, o Peixe enfrentará o São Caetano na decisão. Os jogos acontecerão nos próximos dois domingos, às 16 horas. Os locais das finais devem ser decididos no início desta semana pela Federação Paulista de Futebol (FPF), mas o mais provável é que ambos aconteçam no Morumbi.

Muita chuva e pouco futebol
As fortes chuvas que caíam em São Paulo castigaram o gramado do Morumbi – uma das melhores drenagens do país – e deixaram o campo sem condições para a prática do futebol. Aproveitando as poças no gramado, o Braga quase marcou logo a um minuto. O volante Maldonado bobeou e o atacante Everton dominou, invadiu a área e bateu para ótima defesa de Fábio Costa.

Dois minutos depois, o Santos deu o troco. O volante Cléber Santana soltou uma bomba, em cobrança de falta próxima a área, e a bola passou raspando o travessão. Passado o início alucinante, o ritmo do jogo caiu e o Santos passou a dominar as ações da partida.

Aos poucos a chuva diminuiu, as poças começaram a sumir e o toque de qualidade do Peixe começou a prevalecer. E aos 25 o time da Vila teve grande chance de abrir o placar. O atacante Marcos Aurélio sofreu falta de Tiago Vieira na área e o árbitro Wilson Luiz Seneme assinalou pênalti. Na cobrança, Cléber Santana tentou a “paradinha”, mas acabou batendo na trave.

A partir dos 30 minutos o Bragantino equilibrou o jogo, explorando, principalmente, as laterais do campo. Aos 37, os visitantes chegaram com perigo. O lateral-esquerdo André bateu falta com categoria, mas Fábio Costa conseguiu espalmar.

Na tentativa de corrigir a marcação pela direita e deixar a equipe um pouco mais ofensiva, o técnico Marcelo Veiga sacou o volante Mário e colocou o meia Neizinho. Assim, o meia Somália passou a atuar como volante pela direita, para barrar as constantes descidas de Zé Roberto e Rodrigo Tabata. No final, o Santos esboçou um pressão, contudo, sem sucesso.

Que pena… poderia ter sido melhor
Com o gramado quase seco, o Peixe partiu para o ataque no início da segunda etapa. E quase abriu o placar logo aos dois minutos. Rodrigo Tabata fez bela jogada individual e bateu de fora da área. Felipe voou até o ângulo direito e espalmou. Um minuto depois, foi a vez do lateral Pedro invadir a área pela direita, passar por dois marcadores e bate com categoria, mas por cima do gol.

Durante os 15 minutos iniciais, o desenho do jogo não se alterou. O Santos continuou a pressionar, mas acabou barrado pelo goleiro Felipe. Com decorrer do jogo, porém, o ritmo do clube da Baixada diminuiu e o Braga, precisando da vitória, começou a se arriscar mais ao ataque.

No final, o Massa Bruta perdeu duas chances incríveis de garantir um lugar na decisão. Aos 41, o atacante Bill recebeu livre na área e, livre de marcação, bateu mal em cima de Fábio Costa, que espalmou para escanteio. No lance seguinte em cobrança de escanteio, a bola sobrou, após bate-rebate, para o zagueiro Juliano, que carimbou o travessão. Fábio Costa defendeu no rebote e salvou o Peixe.

Ficha Técnica

Santos 0 x 0 Bragantino

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo – SP
Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Renda: R$ 587.270,00.
Público: 35.145 pagantes
Cartões Amarelos: Adaílton (Santos); Cadu (Bragantino)

Santos
Fábio Costa; Pedro, Adaílton, Antônio Carlos e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Cléber Santana (Marcelo) e Zé Roberto; Rodrigo Tabata (Pedrinho) e Marcos Aurélio (Rodrigo Tiuí).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Bragantino
Felipe; Tiago Vieira (Juliano), Cadu e Zelão; Julio César (Bill), Mário (Neizinho), Somália, Adriano e André; Alex Afonso e Everton.
Técnico: Marcelo Veiga