Santo é São Jorge. Castrilli, não!
Existem erros e erros de arbitragem. Alguns acontecem por falha humana, mas outros trazem o vírus e as indefectíveis impressões digitais que permitem a um técnico identificar o ato
Os argumentos de que os dois gols da Portuguesa – o jogo acabou 2 x 2 – não servem para justificar um claríssimo lance legal de César – rebateu a bola com o peito e ali terminou o
“A vitória verdadeira é a justiça nua e inteira”, sonho de Camões.
“Tenho mais medo de um jornal do que de cem baionetas”, disse Napoleão Bonaparte.
Por que recorro a duas citações, lá do passado, quando a justiça não é verdadeira e certos tartufos buscam a baioneta já enferrujada para justificar outrem e inocentar Javier Castrilli, que apitou aquele jogo Corinthians e Portuguesa em 1986, que levou o primeiro time à final e defenestrou a Lusa de uma possível conquista? A vitória verdadeira e a justiça nua até hoje a Portuguesa não encontrou.
Existem erros e erros de arbitragem. Alguns acontecem por falha humana, mas outros trazem o vírus e as indefectíveis impressões digitais que permitem a um técnico identificar o ato delitivo do autor.
Os argumentos de que os dois gols da Portuguesa – o jogo acabou 2 x 2 – não servem para justificar um claríssimo lance legal de César – rebateu a bola com o peito e ali terminou o sonho da Portuguesa. Agora, a tartufice recorre ao deus supremo da televisão para passar o atestado de competência e honestidade ao sr. Javier Castrilli.
Os Tartufos, mais do que isso, são pachecos que confundem patriotismo com o País, pois o futebol é um negócio – nem sempre limpo – para justificar o pênalti de Nilton Santos em 1962 contra a Espanha; o gol da Bélgica (legal) na copa de 2002 e aquele tal de Lhamo Castillo, que deixou de marcar dois penais de Luisinho para a União Soviética.
Depois daquele jogo que beneficiou o Corinthians em 1986, criaram em mais de uma emissora, o comentarista de arbitragem. Não bastava só a baioneta midiática, que assustava Napoleão Bonaparte. Era preciso colocar alguém com vínculos corporativos para convalidar aquilo que contemplava interesses outros.
O que não disseram, a não ser esporadicamente por quem conheceu os detalhes que cercaram aquela decisão, é que o sr. Javier Castrilli veio da Argentina no jatinho do patrocinador do campeonato. A Federação, não se sabe por quais razões, colocou o árbitro Alfredo Loebeling para acompanhar os passos do sr. Castrilli. Quem usa, cuida. Era um vigia de Castrilli.
Loebeling contou isso numa mesa de restaurante, depois da Mesa Redonda, no Canal 11. Ele disse outras coisas mais fortes que não cabe aqui revelar. Na véspera do Jogo, Loebeling foi ao hotel de manhã e não encontrou mais Castrilli. Não se sabe a hora em que ele voltou. Vai ver que o árbitro foi conhecer a rua 25 de março.
Erros de arbitragem acontecem aos montes. Aliás, temos saudades de Dulcídio, Armando Marques, Arpi Filho, Oscar Scolfaro, Emídio Mesquita e outros que também erravam, mas não tanto como agora.
Arbitragem virou meio de vida. Desde quando se falou em profissionalizar os árbitros, a coisa piorou e muito. E a gente ouve por aí que o futebol, às vezes, ganha-se no campo. A realidade mostra isso, claramente, com esses seguidos erros. E eles não são erros humanos.
Certa vez, Modesto Roma, pai do atual presidente santista, Roma Junior, foi questionado por um gasto excessivo no balanço do clube. Com muita coragem, Roma se defendeu:
“Mesmo com o time que temos, às vezes, tive que descer ao covil dos ladrões”.
No caso de Castrilli não há nada o que fazer. O que não dá para aceitar é a tartufice. Só falta pedirem de volta à Portuguesa a diferença da cota paga – passou a 600 mil por jogo – para silenciar os coniventes.
São Jorge é o protetor do time do povo. Não é preciso canonizar Javier Castrilli. Se for necessário, ainda existem as baionetas midiáticas, que tanto assustavam o poderoso Napoleão, para distorcer a história e a realidade dos fatos.





































































































































