Sandro Meira Ricci pode apitar a Copa do Brasil e torcida do Cruzeiro se manifesta
Ele chegou há ficar seis anos sem apitar jogos do time por uma restrição imposta pela diretoria
Uma semana antes de a bola rolar a grande final da Copa do Brasil já tem a sua primeira polêmica
Belo Horizonte, MG, 19 (AFI) – Uma semana antes de a bola rolar a grande final da Copa do Brasil já tem a sua primeira polêmica. Nesta terça-feira a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) levantou a possibilidade de Sandro Meira Ricci apitar o jogo entre Flamengo e Cruzeiro no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O árbitro tem uma história recheadas de polêmica com o clube mineiro e chegou há ficar seis anos sem apitar jogos do time por uma restrição imposta pela diretoria.
A torcida do Cruzeiro já começou a se manifestar nas redes sociais. No Twitter, o nome de Sandro Meira Ricci aparece entre um dos assuntos mais comentados do dia. Por enquanto ele é apenas uma das possibilidades de apitar a final da Copa do Brasil. Mas, se concretizar, terá que lidar com a pressão extracampo da torcida, que aparentemente não esqueceu 2010.
RELEMBRE
No dia 13 de novembro de 2010, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, Corinthians e Cruzeiro se enfrentaram no Pacaembu pela liderança. Quem vencesse assumiria a primeira posição da competição. Mas, durante o jogo, o árbitro Sandro Meira Ricci conseguiu se tornar personagem principal, deixou de marcar dois pênaltis de Júlio César em cima de Thiago Ribeiro, mas assinalou um pênalti polêmico de Gil em cima do Ronaldo Fenômeno.
Em um cruzamento de Jorge Henrique para a grande área, Ronaldo subiu para cabecear, mas perdeu no alto para Gil. Com o choque, o atacante caiu no gramado e a arbitragem marcou o pênalti. O zagueiro do Cruzeiro já tinha amarelo e acabou expulso de campo. O volante Fabrício se descontrolou e tomou um cartão por reclamação e, após a cobrança, Cuca também foi expulso de campo. Todo o banco de reservas aplaudiu o árbitro ironicamente.
Fabrício, inclusive, abandonou o campo de jogo. Em uma substituição, Thiago Ribeiro sairia, mas o volante apontou para o banco e disse que não iria mais jogar, caminhando lentamente para o túnel dos vestiários. Ele saiu sem dar entrevista, mas não escondeu sua revolta com a arbitragem. Com o apito final, todos os jogadores do Cruzeiro foram para cima de Sandro Meira Ricci, que ficou atrás dos escudos da Polícia Militar.
Revoltado, o Cruzeiro fez uma reclamação formal à CBF e Sandro ficou seis anos sem apitar jogos do time mineiro. Em 2016 o árbitro pediu pessoalmente ao presidente Gilvan para que ele acabasse com a restrição, pedido aceito pelo cartola. Ainda assim, o torcedor da Raposa nunca esqueceu o episódio de 2010, que marcou a carreira do árbitro. Ao final do ano, felizmente, a polêmica não mudou o curso da competição, já que o Fluminense foi campeão.
LÁ E CÁ
Mas Sandro Meira Ricci também tem um episódio inesquecível para a torcida do Flamengo. Em um clássico com o Fluminense em 2016, ele foi personagem principal na vitória por 2 a 1 na 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Durante 12 minutos de paralisação, ele anulou o gol de empate do zagueiro Henrique, depois validou o lance e por fim voltou a cancelar. O Tricolor das Laranjeiras se descontrolou após o apito final e reclamou de interferência externa.
PORQUE ELE
Sandro Meira Ricci, Anderson Daronco e Wilton Pereira Sampaio estão no Paraguai e participaram de um treinamento da Conmebol para trabalhar como ‘árbitros de vídeo’. Na segunda-feira a CBF já sinalizou que vai utilizar a tecnologia no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. Por isso é muito provável que dois dos três árbitros que estão qualificados participem da grande final entre Flamengo e Cruzeiro, um dentro do campo e outro assistindo na tela.





































































































































