Sales Junior está vivo!
Há mais ou menos três anos recebemos a notícia da morte do radialista Sales Júnior, repórter que trabalhou no rádio de Campinas nos anos 80.
Há mais ou menos três anos recebemos a notícia da morte do radialista Sales Júnior, repórter que trabalhou no rádio de Campinas nos anos 80. Lamentamos muito e deixamos de buscar informações a seu respeito, uma vez que ele sumira de Campinas, e as últimas notícias davam conta de que estava muito mal de saúde, mas ninguém sabia informar o que havia acontecido de fato. Recordo-me que até um minuto de silencio foi respeitado, no jogo imediatamente após a notícia divulgada na cidade, do seu falecimento.
Qual não foi o meu espanto quando há um mês recebi o telefonema da Cidinha, irmã de Sales, dizendo que seu irmão estava vivo! Não sei nem descrever a sensação que senti no momento. Fiquei feliz! Por um instante pasmado! Em seguida triste, por saber que o Sales se encontra numa cama há mais de 10 anos, depois de alguns derrames.
O primeiro deles, segundo a Cidinha, sofrido na sala do então presidente do Guarani, Beto Zini. Fui visitá-lo. Sales perdeu completamente os movimentos do lado direito do corpo. Que ironia! Sales nasceu com um problema no braço esquerdo. Ele tem apenas uma parte do braço. Hoje não fala e suas manifestações são mostradas apenas com o sorriso e o choro. Depende totalmente de sua irmã, para tudo. Ouve rádio e assiste televisão.
Cidinha fala com certa emoção da história do irmão, nestes últimos anos. Ele ficou muito tempo em Barretos e está em Campinas faz alguns meses. Logo depois que visitei o Sales, falei na rádio Central do seu estado e recebi muitas manifestações de carinho de alguns ouvintes e empresários, e já conseguimos alguns equipamentos hospitalares que vão melhorar a vida dele e de quem está ao lado dele 24 horas por dia.
Sei que de vez em quando ele vai às lágrimas quando ouve a programação esportiva da rádio Central. Sua irmã, também ouvinte assídua da Central, liga desde de manhã o radinho para ele se distrair. Ela não pode mais sair de casa. Sua vida, hoje, é cuidar dele e de mais outros membros da família, que também necessitam dela.
Tenho ido, sempre que posso, e graças a Deus tenho ido sempre! Sinto no seu semblante um ar de alegria. Não por ser o Alberto César, mas por ser alguém do meio esportivo, que ele freqüentou por vários anos. Quando estou lá ele balbucia alguma coisa, como se quisesse dizer algo. E tenho certeza que ele quer.
A Cidinha é além de tudo uma espécie de interprete do sentimento. Ele não fala, mas ela ouve e sabe o que ele quer dizer. Fico muito contente quando ela me diz que ele está feliz, por eu estar ali. Santa Cidinha! Só Deus pode recompensá-la!
Que coisa! O que é a vida!





































































































































