Saindo da lama, Guarani completa 96 anos de vida
Campinas, SP, 2 (AFI) – Classificado para a próxima fase do Campeonato Paulista da Série A-2, o Guarani completa nesta segunda-feira 96 anos de vida, e apesar de passar por um dos piores momentos da sua história, o clube parece começar a se reerguer e sonhar em voltar a ocupar um lugar ao sol no futebol brasileiro. Lugar este que foi seu durante muito tempo.
Fundado em 2 de abril de 1911, o Guarani Futebol Clube ostenta até hoje o título de único campeão brasileiro do interior do país, feito conquistado em 1978, quando contava com um time recheado de estrelas, lideradas pelo ídolo Zenon, e venceu na final o também todo poderoso Botafogo.
Na década de 90, o Bugre, como é conhecido graças ao seu mascote, que ilustra um espírito de luta e coragem, revelou vários craques que depois fizeram sucesso no futebol mundial. Luizão, Amoroso e Djalminha foram os principais. No entanto, o maior jogador que já vestiu a camisa bugrina foi o atacante Careca, também cria das categorias de base do clube.
Voltando para o atual
No Campeonato Paulista da Série A-2 deste ano, o grande nome da campanha bugrina foi o técnico José Luiz Carbone, que em 27 pontos disputados conquistou 20, ou seja, 74% de aproveitamento. Foram seis vitórias, dois empates e apenas uma vitória. Apesar de colher os louros pela classificação suada, Carbone afirma que de nada adiantaria sua experiência se não tivesse um bom grupo de jogadores em mãos. Jogadores estes que considera como filhos.
“Os jogadores são como meus filhos. Posso repreender meus filhos dentro de casa, mas sempre vou defender eles fora. Papel de pai é papel do treinador. Para mim, meus filhos sempre serão os mais bonitos e os melhores do mundo, e é assim com meus jogadores também. Aprendi isso com a experiência. Não se pode inventar muito, se não jogador não vai compreender o que queremos. Treinador tem de facilitar as coisas e o nosso trabalho só está dando certo porque temos um grupo maravilhoso”, comentou Carbone.
Para a estréia na fase semifinal, que deve ocorrer sábado, contra o São José, fora de casa, o técnico não poderá contar com os zagueiros Márcio Rocha e Lino e o volante Macaé, suspensos pelo terceiro cartão amarelo recebido na vitória deste último domingo, por 5 a 2, contra o Atlético Sorocaba, em Sorocaba. Por outro lado, o zagueiro Xandão e o atacante Lê estão de volta.





































































































































