"Safado, ladrão, pilantra, seu filho da...", presidente do Flu xinga juiz

Ao falar sobre o pênalti duvidoso, que acabou sendo convertido pelo próprio Zé Roberto, Siemsen admitiu que se exaltou de forma anormal para expressar sua revolta com o árbitro

Ao falar sobre o pênalti duvidoso, que acabou sendo convertido pelo próprio Zé Roberto, Siemsen admitiu que se exaltou de forma anormal para expressar sua revolta com o árbitro

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Rio de Janeiro, RJ, 22 – Revoltado com a arbitragem de Leandro Pedro Vuaden, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, foi protagonista de momentos de fúria no Maracanã, logo após o time carioca vencer o Palmeiras por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. Indignado com o pênalti assinalado no segundo tempo, no qual Zé Roberto teria simulado sua queda após ser acossado por Gum, e com outras marcações da arbitragem, o dirigente chegou a xingar o juiz e depois cobrou de forma enfática a renúncia do presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Correa.

Peter Siemsen, foi protagonista de momentos de fúria no Maracanã

Peter Siemsen, foi protagonista de momentos de fúria no Maracanã

Ao falar sobre o pênalti duvidoso, que acabou sendo convertido pelo próprio Zé Roberto, Siemsen admitiu que se exaltou de forma anormal para expressar sua revolta com o árbitro. “O pênalti eu vi e revi várias vezes, não tem nem cheiro de pênalti, eu até perdi a cabeça com o árbitro na saída de campo, fui agressivo com ele, mas porque ele mereceu. Eu fui bem agressivo verbalmente”, reconheceu.

O dirigente ainda chegou a cobrar que Vuaden desse entrevista para explicar a sua atuação no jogo desta quarta-feira. “Esse cara não entende nada, porque você se mata, são cinco anos da sua vida sem ganhar um real, por paixão, por vontade de melhorar o Fluminense, tornar um clube sério, ajudar a CBF a construir um futebol moderno. Eu peço pro árbitro dar entrevista, porque assim talvez ele elimine a possibilidade de evitar esquema. Eu vou pra casa pensando que me operaram quando ele não faz isso. É tão escandaloso que ele tem que falar, porque o árbitro que ganha para trabalhar e é profissional não pode falar?”, questionou.

Depois, Siemsen destacou que a “cota de erros” cometida por Sérgio Correa como chefe da arbitragem acabou e, por isso, na sua opinião, não há mais como ele seguir à frente do órgão da CBF.

“O Sérgio Correa deveria se indignar e renunciar amanhã (quinta-feira). Ele não tem mais desculpa, conversou comigo dez vezes, mostrou interpretação da Fifa. Hoje (quarta) foi escandaloso, não tem explicação. Colocou o Fluminense com os brios lá em cima. Tenho certeza que cada jogador hoje está mexido por dentro. Vamos dar a vida em São Paulo por essa vaga. O árbitro prejudicou demais o Fluminense, mata-mata não pode ter árbitro fraco, ruim, que favorece o adversário. Isso é inaceitável. Espero que o Sérgio renuncie, porque a acabou a cota de erros dele como chefe de arbitragem”, declarou.

ÁRBITRO CITA XINGAMENTOS NA SÚMULA
Se for levada em conta apenas a súmula da partida entre Fluminense e Palmeiras, o presidente tricolor poderá receber uma punição severa por parte do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

Vuaden relatou que foi xingado pelo dirigente e ainda acusado de ser um árbitro que manipula o resultado das partidas, insinuando que ele recebe vantagens financeiras para favoreceres os clubes mais ricos.

“No momento do acesso à zona mista, escoltados pelo policiamento, após o termino do jogo, o senhor Peter Siemsen, presidente do Fluminense Football Club, veio em minha direção proferindo aos gritos as seguintes palavras: ‘Safado, ladrão, pilantra, seu filho da p.., fazedor de resultado. Você apita para os ricos. Eu te conheço de outros tempos, você é a vergonha da arbitragem’. Informo ainda que o citado veio correndo em minha direção, sendo contido pelo policiamento”, descreveu o árbitro.

Para completar, o juiz ainda revelou que foi xingado também pelo vice-presidente de futebol do Palmeiras, Mário Bittencourt, logo após entrar nos vestiários do Maracanã com o trio de arbitragem ao término do confronto. “No que ingressávamos no vestiário, identificamos o senhor Mário Bittencourt, vice-presidente de futebol do Fluminense Football Club, que proferiu as seguinte palavras: ‘Safado, ladrão, filho da p.., pode colocar na súmula, você veio f… o Fluminense’. O mesmo foi contido pelo policiamento”, relatou Vuaden.