RÚSSIA: Com técnico italiano e multicampeão, mas sem capitão
Fábio Capello colocou a seleção russa nos eixos e pode surpreender no Mundial
Fábio Capello colocou a seleção russa nos eixos e pode surpreender no Mundial
Itu, SP, 11 (AFI) – Fora das duas últimas Copas do Mundo, a Rússia resolveu investir forte para colocar a seleção em evidência e voltar a disputar um Mundial. Essa reformulação começou no comando técnico, quando Fábio Capello assumiu a equipe, após a queda de Dick Advocaat, este não conseguiu classificar a seleção russa na última edição da Eurocopa, em um grupo que era composto também por República Tcheca, Grécia e Polônia, e acabou sendo demitido.
Milan, Roma, Juventus e Real Madrid. O que essas potências têm em comum? Todas conquistaram títulos sobre o comando do técnico Italiano, que também esteve à frente, no último Mundial, da seleção inglesa, porém, não obteve muito sucesso. Seu pedido de demissão do English Team aconteceu após um desentendimento com diretores da federação do país que exigiram a retirada da braçadeira de capitão do zagueiro Terry, que estava sendo julgado, na ocasião, por racismo, mas foi inocentado. Não passou das oitavas de final da Copa de 2010.
Com a saída de Capello confirmada pela Inglaterra, a Rússia resolveu apostar alto e acertou com o treinador. Este chegou com a missão de levar à seleção de volta a uma Copa do Mundo, e conseguiu. Nas eliminatórias, fez uma campanha impecável, que deve ter quebrado muitos apostadores. Isso porque os russos deixaram para trás ninguém menos do que o melhor jogador do mundo, o atacante Cristiano Ronaldo. O astro ficou apenas na segunda colocação em sua chave nas Eliminatórias Européias, o que fez jogar a repescagem diante da Suécia, de Ibrahimovic.
Irlanda do Norte, Israel, Azerbaijão e Luxemburgo. Esses foram os adversários de Rússia e Portugal durante as eliminatórias. Os russos foram imbatíveis em casa, venceram todos seus jogos, e garantiram a primeira colocação com 22 pontos, um a mais do que Cristiano Ronaldo e seus amigos. Era a seleção de Capello dando resultado, mas não escondendo que a preparação é para 2018, quando será o país-sede do Mundial.
HISTÓRIA
Com status de coadjuvante, a Rússia sempre entra em uma Copa com chances de surpreender, porém, ainda não obteve um resultado muito expressivo. Sua melhor colocação em Mundiais aconteceu em 1996, quando chegou até a semifinal, mas acabou sendo derrotada pela Alemanha Ocidental, e em seguida para Portugal, na disputa pelo terceiro lugar.
A seleção, hoje comandada por Capello, já disputou um total de dez Copas. Em duas delas, participou como União Soviética, que foi extinta no dia de natal de 1991. A Rússia ficou conhecida na história como sua sucessora, pois ficou a maior parte do território. Além dos russos, também formavam a URSS, Estônia, Letônia, Lituânia, Belarus, Ucrânia, Moldova, Geórgia, Armênia e Azerbaijão, além de parte do Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e
Turcomenistão.
Sua última participação em Mundiais aconteceu em 2002, quando caiu em um grupo considerado fraco, mas havia um problema. Era o grupo do país-sede, Japão. Os japoneses ficaram com a liderança e a segunda colocação com a… Bélgica, responsável por eliminar a Rússia, no confronto direto, ao vencer por 3 a 2. Foi a última partida da chave.
Neste ano, quiseram os Deuses do futebol, que a Rússia caísse no grupo H, o mesmo de Argélia, Coréia do Sul e Bélgica, o carrasco de 2002. Essa seria a hora da vingança e os russos estão preparados para isso, pois contam com um grupo bem montado por Capello, com jogadores que atuam só no país, mas com uma baixa de suma importância. O capitão e veterano Romam Shirokov não conseguiu se recuperar de um problema no tornozelo e acabou precisando ser operado. Ele era considerado o craque da equipe, e sua ausência poderá ser sentida. Dínamo Moscou, CSKA e Zenit formam a base da seleção, estes “doaram” 15 atletas.
FICHA TÉCNICA
Federação Russa de Futebol – Rússia
O craque: Com a contusão de Shirokov, coube a Alexander Kerzhakov, do Zenit, assumir o posto como o astro da Rússia. Não é para menos. O atacante está há três gols de se tornar o maior artilheiro da seleção e tem tudo para conquistar o feito durante a Copa do Mundo. Nas eliminatórias, marcou cinco gols em dez partidas, média de 0,5 por jogo.
Olho Nele: Com apenas 23 anos, Alan Dzagoev conquistou a torcida do CSKA Moscou. Habilidoso, o meia é um dos poucos da equipe que pode demonstrar algo diferenciado e desequilibrar um embate. Resta saber se o jogador demonstrará o mesmo futebol na seleção, onde a pressão é ainda maior.
Ranking da Fifa: 19°
Melhor colocação em copas: 4º lugar (1966)
Copas disputadas: 10
Colocação no último mundial: Não participou
CT: Estádio Novelli Júnior, em Itu (SP)
Palpite: Pode surpreender
Time base: Igor Akinfeev; Alexei Kozlov, Vasily Berezutsky, Sergel Ignashevich e Yury Zhirkov; Oleg Shatov, Viktor Faizulin, Denis Glushakov e Alan Dzagoev; Alexander Kokorin e Alexander Kerzhakov. Técnico: Fabio Capello.
OS 23 CONVOCADOS
Goleiros: Igor Akinfeev (CSKA Moscou), Yury Lodygin (Zenit), Sergei Ryzhikov (Rubin Kazan).
Defensores: Vasily Berezutsky, Sergei Ignashevich, Georgy Shchennikov (CSKA), Vladimir Granat (Dynamo Moscou), Alexei Kozlov (Dynamo Moscou), Andrei Yeshchenko (Anzhi Makhachkala), Dmitry Kombarov (Spartak Moscou), Andrei Semenov (Terek Grozny).
Meias: Igor Denisov (Dínamo Moscou), Yury Zhirkov (Dynamo Moscou), Alan Dzagoev (CSKA), Roman Shirokov (FC Krasnodar), Denis Glushakov (Spartak Moscou), Viktor Faizulin (Zenit), Oleg Shatov (Zenit).
Atacantes: Alexander Kerzhakov (Zenit), Alexei Ionov, Alexander Kokorin (Dynamo Moscou), Maxim Kanunnikov (Amkar Perm), Alexander Samedov (Lokomotiv Moscou).
O PAÍS
Nome oficial: Federação Russa
Capital: Moscou
População: 142,8 milhões
PIB: US$2,56 trilhões
Língua oficial: Russo
Moeda: Rublo Russo





































































































































