CBF demonstrou interesse em Guardiola quando Tite deixar o comando da seleção brasileira

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Por: Vicente Dattoli, 26/04/2022

guardiola treinador city 01
Guardiola pode assumir a seleção brasileira

Campinas, SP, 26 (AFI) – O Manchester City é o líder do Campeonato Inglês, brigando, ponto a ponto, jogo a jogo, com o Liverpool pelo título da Premier League. O Manchester City está nas semifinais da Champions League, enfrentando o poderoso Real Madrid e pode faturar o título europeu e jogar o Mundial de Clubes.

Mas… O que o Manchester City tem com o Rumo a Doha? Bem… Diretamente nada. E tudo. Ou melhor, o ideal seria lançar a polêmica para o Rumo a Los Angeles, Rumo a Toronto, Rumo a Monterrey, só que não dá para esperar. E nem é diretamente por conta do Manchester City, mas sim por causa do seu treinador, o espanhol Pep Guardiola.

Tite já avisou que deixará a seleção brasileira logo após a Copa do Mundo do Qatar. E ele mesmo, Tite, falou que seu substituto poderá (deverá) ser um estrangeiro. E Guardiola há algum tempo faz parte dos sonhos de consumo de dirigentes da CBF – e, porque não dizer, de muitos torcedores também.

De acordo com a imprensa espanhola, a CBF já teria inclusive apresentado uma proposta financeira para Guardiola. A informação foi dada pelo respeitado jornal Marca, o que não deixa de ser curioso, afinal de contas, são os britânicos (onde Guardiola trabalha) que gostam de especulações em seus tablóides sensacionalistas.

Tal situação faz prever que, sim, a CBF está interessada em trazer o espanhol para comandar a amarelinha – e Guardiola já deixou escapar, algumas vezes, que teria imenso prazer em assumir o lugar que já foi de Zagallo, Telê Santana, Parreira e Felipão.

Um dos principais problemas para que os chamados medalhões do futebol mundial (entre os treinadores, obviamente) assumam equipes nacionais é o salário. Normalmente, um técnico do naipe de Guardiola, Ancellotti, Klopp, ganha muito mais dirigindo um time do que assumindo uma seleção nacional. Atingir sua vaidade é o principal ponto para que o dinheiro passe a ser um ponto de menor interesse.

Mesmo assim, a CBF já teria feito as contas e apresentado uma proposta em torno de 12 milhões de euros por ano (isso mesmo, mais de R$ 60 milhões por temporada) para Guardiola. É muita grana, não é mesmo? Mesmo assim, esse estratosférico contrato está muito abaixo do que o espanhol ganha atualmente no Manchester City: 20 milhões de euros, por ano (uma mixaria superior a R$ 102 milhões a cada 12 meses).

Como dinheiro não é mais problema para o irritadiço treinador… O agente de Guardiola é seu irmão, que já teria sido informado do interesse brasileiro e aguarda apenas a proposta oficial (há quem garanta que ela já chegou, mas nada seria comentado por enquanto) para não provocar marolas cá, marolas lá.

Para quem duvida da capacidade do treinador, devo registrar que ele nunca dirigiu uma seleção nacional, mas já esteve nos bancos de Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City, tendo faturado, “apenas”, nove títulos nacionais, duas Champions League e três Mundiais (a diferença se deve ao fato que assumiu o Bayern depois da competição continental, mas faturando o intercontinental). É ou não é um bom currículo?

Sem falar que como jogador ele também se acostumou a ser campeão, conquistando, por exemplo, o ouro olímpico nos Jogos de Barcelona, em 1992.

Vale a pena esperar pelo espanhol?

Seria muito desprestígio ter um gringo dirigindo a seleção? E Abel Ferreira, do Palmeiras, não seria uma opção melhor e mais barata? E se o Brasil for campeão este ano, no Qatar? Será que começaria uma campanha “fica Tite”?

Vicente Dattoli é Jornalista Esportivo há mais de 30 anos. Sua primeira Copa do Mundo como profissional de imprensa foi na Itália, em 1990, quando entrevistou Diego Maradona logo após o argentino eliminar o Brasil no Estádio Delle Alpi, que nem existe mais.

Já participou da cobertura de todos os chamados grandes eventos esportivos do planeta, incluindo Jogos Olímpicos, Mundiais de vôlei, basquete, natação, handebol, Fórmula 1, motociclismo, Fórmula Indy, etc.

Se pudesse se definir, diria, apenas, que é um apaixonado pelos Esportes.

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