Romário diz que já tem assinaturas para pedir CPI da CBF

De acordo com o senador, ele já tem quase 45 assinaturas, número superior ao mínino, que é de 27

Campeão mundial com a seleção brasileira em 1994, o senador costuma fazer reiteradas críticas aos dirigentes tanto da CBF quanto da Fifa

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Rio de Janeiro, RJ, 27 – Após a prisão do ex-presidente da CBF José Maria Marin, o senador e ex-jogador Romário (PSB-RJ) afirmou que conseguiu reunir, em menos de duas horas, o número de assinaturas necessárias para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos firmados pela CBF.

“Das 27 assinaturas que seria o mínimo, já tenho quase 45. Definitivamente nós esperamos que seja aberta esta CPI aqui no Senado e que a gente desmonte, de uma vez por todas, essa caixa-preta que existe dentro da CBF”, disse.

Segundo o senador, o objetivo é investigar todos os contratos da Confederação, desde os firmados para a seleção brasileira até os feitos para a realização da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo no Brasil, disputada no ano passado.

Romário quer investigar todos os contratos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

Romário quer investigar todos os contratos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

Marin foi preso nesta quarta-feira, em Zurique, na Suíça, sob a acusação de ter recebido propinas milionárias em esquemas de corrupção no futebol. No total, sete dirigentes da Fifa foram presos hoje, todos eles latino-americanos e sempre a pedido do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.

Mais cedo, Romário já havia comentado as prisões e parabenizado as autoridades suíças pela operação. Campeão mundial com a seleção brasileira em 1994, o senador costuma fazer reiteradas críticas aos dirigentes tanto da CBF quanto da Fifa e disse que gostaria de ser o relator da CPI.

“São fatos mais do que claros que o nossos futebol precisa de uma chacoalhada e eu, como senador, me sinto na obrigação de dar esse resultado ao povo brasileiro, já que continua sendo a paixão maior de todos nós”, afirmou.

Segundo ele, este é o momento de “moralizar o futebol brasileiro”. O senador não descartou a possibilidade de que seja aberta uma CPI mista, caso deputados como Andrés Sanchez (PT-SP), ex-presidente do Corinthians, também se mobilizem para conseguir assinaturas naquela Casa.

Na Câmara, o escândalo da Fifa também gerou repercussão. O deputado João Derly (PCdoB-RS), ex-judoca, fez coro a Romário. “A moralização do futebol brasileiro se faz necessária. E a entidade maior e responsável por nossa seleção deveria ser o exemplo positivo”, disse o bicampeão mundial, em seu primeiro mandato como deputado federal.

Derly revelou que está colhendo assinaturas entre seus colegas para abrir uma CPI mista. Ele afirmou, contudo, que por enquanto a investigação deve ser restringir ao Senado. “Fui ao Senado conversar com Romário sobre a possibilidade de uma CPI sobre as acusações à CBF. O senador acha, a princípio, que ela deve ser apenas do Senado. Mas estamos pesando se não vale a pena ela ser mista entre as Casas”.