Rogério Corrêa desabafa após início ruim da Ferroviária no quadrangular da A2
Treinador da Ferroviária mistura lado pessoal e profissional em declaração forte, enquanto equipe enfrenta dificuldades dentro de campo no quadrangular da Série A2.
Araraquara, SP, 19 (AFI) – O início ruim da Ferroviária no quadrangular da Série A2 do Campeonato Paulista aumentou a pressão sobre o técnico Rogério Corrêa. No entanto, após mais uma derrota, o treinador adotou um tom diferente do habitual ao abordar o momento: um discurso que misturou futebol e vida pessoal.
Lanterna do Grupo 3 após duas derrotas, a Locomotiva vive situação delicada na briga pelo acesso, mas o comandante deixou claro que não se abala com a possibilidade de demissão.
DESABAFO FORTE
Ao ser questionado sobre pressão no cargo, Rogério Corrêa respondeu de forma direta — e pessoal.
“Medo eu tenho da minha filha que está há dois dias internada, meu filho que caiu na escola e machucou a boca. Tenho medo das coisas da vida. Profissionalmente faz parte da carreira e não cria nenhum sentimento”, afirmou.
A declaração evidencia um lado mais humano do treinador em meio à cobrança por resultados, destacando que o contexto vai além das quatro linhas.
PROBLEMAS REPETIDOS EM CAMPO
Dentro de campo, no entanto, o cenário preocupa. Segundo o próprio treinador, a Ferroviária repetiu erros nas duas derrotas do quadrangular.
“Temos posse de bola, mas não temos progressão, definição de como atacar. Muitos erros de passe. O adversário explora as transições”, analisou.
A falta de eficiência ofensiva, mesmo com maior controle da bola, tem sido um dos principais obstáculos da equipe.
FALHAS DECISIVAS
Na derrota mais recente, para o Sertãozinho, o roteiro se repetiu. A Ferroviária teve mais posse, mas sofreu com a efetividade do adversário.
Os dois gols sofridos vieram em jogadas semelhantes, explorando cruzamentos no segundo pau — uma fragilidade já identificada anteriormente.
“Falei muito da transição deles. É a melhor da competição. Sofremos com isso no primeiro turno e novamente agora. Gerou incômodo e não conseguimos ajustar”, explicou.
SITUAÇÃO DELICADA NO GRUPO
Com duas derrotas em dois jogos, a Ferroviária ocupa a última posição do Grupo 3 e já vê a margem de erro diminuir drasticamente na briga pelo acesso.
A equipe precisa reagir rapidamente para seguir com chances reais de avançar.
PRÓXIMO DESAFIO
O cenário não será simples. Na próxima rodada, a Locomotiva enfrenta o líder São José-SP, fora de casa, na quarta-feira, às 20h.
O confronto pode ser determinante para o futuro da equipe no quadrangular.





































































































































