Rodrigo Santana blinda elenco da Ponte Preta após vaias no Majestoso
O resultado e a dificuldade em controlar a partida geraram protestos das arquibancadas direcionados ao técnico Rodrigo Santana
Com apenas um ponto conquistado em duas rodadas, a Ponte Preta agora busca sua primeira vitória longe de seus domínios
Campinas, SP, 02 (AFI) – O ambiente no Moisés Lucarelli foi de cobrança após o empate da Ponte Preta por 1 a 1 contra o Ceará, na noite desta quarta-feira, pela segunda rodada da Série B. Mesmo jogando com um atleta a mais desde o fim do primeiro tempo — após a expulsão de Lucas Lima, do Vozão — e abrindo o placar com Luís Phelipe, a Macaca cedeu a igualdade.
O resultado e a dificuldade em controlar a partida geraram protestos das arquibancadas direcionados ao técnico Rodrigo Santana.
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FATOR CULTURAL?
Em entrevista coletiva, o comandante alvinegro demonstrou serenidade ao lidar com as críticas. Santana ressaltou que o clube atravessa um período de montagem de elenco e que o adversário, recém-chegado da Série A, é um dos favoritos ao acesso. Para ele, as vaias são um reflexo imediato da falta do resultado positivo, mas não anulam o valor do ponto somado.
“A gente fica chateado porque não é o adjetivo que queríamos ouvir. Mas isso acontece porque o resultado não veio. Eu fiquei surpreso porque não perdemos o jogo. É entender que a Ponte está em um processo de reformulação, estamos montando o nosso elenco e contra um adversário que está vindo da Série A”, ponderou o treinador.
Santana ainda completou sobre a reação da torcida: “O torcedor está chateado porque saiu de casa para apoiar o time e a vitória não foi possível. Mas isso também faz parte da cultura: perdeu é burro, ganhou é bom. O torcedor está no direito dele.”
VESTIÁRIO BLINDADO
Um dos pontos altos da fala do técnico foi a defesa intransigente do profissionalismo de seus jogadores. Questionado se os atrasos salariais crônicos estariam afetando o desempenho técnico, Rodrigo Santana foi enfático ao separar os problemas administrativos do rendimento em campo.
“O nosso grupo é muito profissional. Eles separam muito bem isso. Quando vestimos o uniforme, a gente só fala de treino, jogo, evolução e da parte de dentro de campo. O resultado não é reflexo do que acontece fora porque o grupo é muito bom”, afirmou, destacando que o foco total é atingir rapidamente os 45 pontos para dar tranquilidade à diretoria.
PRÓXIMO DESAFIO
Com apenas um ponto conquistado em duas rodadas, a Ponte Preta agora busca sua primeira vitória longe de seus domínios. A delegação inicia a preparação para o confronto contra o Náutico, que acontece neste sábado, às 18h, no Estádio dos Aflitos, em Recife.
O desafio será converter o volume de jogo em três pontos para subir na tabela e acalmar os ânimos em Campinas.





































































































































