Rio Preto não se importa com goleada porque já fez história
Presidente, médico, deputado…
O presidente do clube, Vergílio Dalla Pria Neto, também se deu por satisfeito pelo acesso inédito. De quebra, o Verdão vai suprir a ausência do rival na cidade, o América, rebaixado para a Série A-2. Médico de formação, ele comanda o clube há vários anos e também exerceu mandatos de deputado estadual. Longe da política ele pode se concentrar
exclusivamente no time e se deu bem.
Além de presidente, ele mesmo é o médico do time, demonstrando como o Rio Preto se virou para chegar ao ponto mais alto de sua vida.
“Clube pequeno é assim mesmo. Todos têm que fazer um pouco de tudo”.
Desmanche à vista
A partir de agora, o Rio Preto deve sofrer um processo de desmanche. Os contratos dos jogadores estão vencidos e a boa campanha tem chamado a atenção de outros clubes. A maioria já tem proposta para deixar a cidade. Um dos mais cobiçados é o atacante Claytodn, de 29 anos, artilheiro da competição, com 12 gols.
São Paulo, SP, 5 (AFI) – Mesmo derrotado na grande final do Campeonato Paulista da Série A-2, o Rio Preto saiu de campo com a cabeça erguida e sentimento de dever cumprido. O time chegou pela primeira vez na sua longa história de 88 anos à elite do futebol paulista. O capitão do time e um dos melhores na campanha, o goleiro Pitarelli, acha que o grupo se superou.
”Passamos por vários obstáculos, mas nos mantivemos unidos e merecemos o acesso”, comentou o goleiro. Ele se referia aos freqüentes atrasos de salários, à falta de condições de treinamentos e às limitações de um time pequeno. “Encaramos os grandes e não fizemos feio. Pelo contrário, chegamos lá!”, finalizou.
Técnico feliz e Fair Play
O técnico Luciano Dias, ex-zagueiro do Grêmio, também enalteceu seus jogadores. “O grupo se superou, porque nosso elenco era pequeno e disputamos um campeonato muito difícil. E perdemos o título para um time excelente, que já vem sendo armado desde o ano passado”.
Vice-campeão da temporada, o Rio preto também ganhou o “Troféu Fair Play”, por ter recebido o menor número de cartões amarelos e vermelhos.
“Acho que não é preciso ser violento para mostrar um bom futebol e vencer. Nosso time é de toque de bola”, avalia o técnico.





































































































































