Rio de Janeiro: Meia veterano explica saída de Voltaço

Rio de Janeiro, RJ, 14 (AFI) – O meia Sérgio Manoel solicitou, na tarde da última terça-feira, dia 13, que a diretoria do Volta Redonda rescindisse seu contrato com o clube. O meia esclareceu os motivos que o levaram a tomar essa decisão.

“Nós, jogadores, sabíamos que as coisas não andavam bem dentro do grupo e a goleada que sofremos para o Vasco trouxe à tona uma série de problemas extra-campo. Após o jogo, o presidente Rogério Loureiro me ligou, conversamos longamente e eu o deixei informado sobre tudo que estava ocorrendo e, mesmo assim, vi que nenhuma atitude ia ser tomada. As coisas estavam erradas, a diretoria sabia, e se manteve inerte perante aos problemas. Então, até mesmo em respeito ao profissional que foi demito (o treinador Moreno), optei pela distância desse erro e preferi deixar o clube”, explicou.

O jogador expôs a existência de uma divisão no grupo e classificou como estranha a atitude de alguns jogadores durante o jogo contra o Vasco.

“Existe um racha no grupo e determinados jogadores fizeram corpo mole naquela partida, após o treinador optar pela saída do Adriano Felício no intervalo. Eu já havia tomado conhecimento, por meio do próprio técnico, que alguns jogadores não queriam que eu permanecesse na equipe titular. Estávamos melhor que o Vasco em campo e, depois da alteração do treinador, errada ou não, parte do time claramente não se doou. Foi, no mínimo, estranha essa postura adotada por certos ‘profissionais’”, afirmou Sérgio Manoel.

De acordo com o jogador, as regalias concedidas ao capitão da equipe, o zagueiro Ailson, contribuem para a divisão que hoje existe dentro do Volta Redonda.

“Nunca conseguiríamos fechar um grupo com o Ailson fazendo a ligação com a diretoria. Ele é o capitão que contrata, demite e quer escalar o time. Dessa maneira, não há como unir um grupo”, afirmou.

Sérgio Manoel, que havia retornado a clube carioca no início de janeiro, agradeceu o apoio da torcida.

“Tive uma carreira marcada pela lisura, assim como o Cadu (volante que também deixou o clube em apoio ao treinador) e não poderia compactuar com toda essa sujeira. Ainda mais depois de saber que os culpados não iriam sofrer nenhum tipo de punição pela diretoria. O problema se resume ao âmbito pessoal e profissional, mas nada que interfira na relação carinhosa que sempre tive com a torcida. Minha conduta sempre foi essa, nunca me envolvi em um episódio como esse durante os 17 anos de carreira. Por isso, deixo a cidade de cabeça erguida, como fiz pelos clubes em que joguei. O clube é maior que esses problemas e meu carinho por ele e pela cidade vai continuar existindo”, concluiu o meia.