Retranca adversária, Carpini? Cadê o plano B do Guarani?

Retranca adversária, Carpini? Cadê o plano B do Guarani?

Retranca adversária, Carpini? Cadê o plano B do Guarani?

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Se a torcida bugrina vaiou aquilo que viu no empate sem gols com o Água Santa na noite desta sexta-feira, em Campinas, quem são os boleiros pra colocar culpa em suposto esquema defensivo do adversário?

Alô senhores boleiros: se vocês demoram uma eternidade para transição defesa ao ataque, se abusam da lentidão em nome da valorização de posse de bola, é evidente que o adversário terá mais chances para se recompor.

Admitamos que no calor do pós-jogo, em situação adversa, boleiro repete a cartilha do comandante. É praxe.

Todavia, horas depois de o Guarani completar o quarto jogo sem vitória neste Paulistão, que os boleiros caiam na real e deixem de comprar por inteiro a filosofia de seu comandante.

PLANO B

Entre quatro paredes, sem que alheios ao grupo ouçam, será que ninguém tem coragem pra falar na cara do ‘professor’ que o time ficou previsível exatamente por não ter o plano B?

A ladainha de sempre é ficar com a bola, mesmo que isso não represente objetividade, como ocorreu contra o Água Santa, e tem se repetido nos últimos jogos.

Sim, o Guarani teve chance para chegar ao gol com o atacante Júnior Todinho, mas apenas uma vez em bola trabalhada no passe de Lucas Crispim, que na sequência da jogada o goleiro Giovanni praticou defesa durante o primeiro tempo.

GOLEIRO GIOVANNI

No lance que Todinho exigiu defesa difícil de Giovanni no segundo tempo, a jogada foi pessoal.

Ele protegeu a bola e girou sobre o zagueiro Walisson Maia antes da finalização.

Claro está que não foi projetado neste time bugrino o velocista pra romper as chamadas linhas, principalmente quando o adversário sai pro jogo e se desguarnece.

Isso seria um plano B, mas sequer o Guarani conta com atacantes com essa característica.

Vai dizer que o Água Santa só ficou na toca? Que os laterais Luís Ricardo e Abner Filipe sequer se aproximaram na área bugrina?

Mentira. Até o volante João Vitor foi sinalizado em posição de impedimento.

Entendam que a lentidão do Guarani implica na recomposição do adversário. Aí é natural que os espaços para trabalhar a bola na ofensiva ficam reduzidos.

QUEDA DE RENDIMENTO

Outros aspectos contribuíram para queda de rendimento do time bugrino.

O primeiro deles no posicionamento dos meias, com Lucas Crispim equivocadamente atuando mais próximo da área adversária durante o primeiro tempo, enquanto Giovanny teve função do meia-atacante que aparece de trás.

Com a lesão muscular do volante Igor Henrique aos 30 segundos de jogo, Marcelo o substituiu em desvantagem, com seguidos erros.

Claro que nem Carpini contava que no retorno ao time o volante Eduardo Person tivesse atuação com erros diversos e rendimento abaixo das vezes anteriores.

E que empáfia de Person na entrevista coletiva!

Ousou contestar entrevistadores em vez de autocrítica sobre o seu rendimento.

ATÉ TRÊS BOLAS

Claro que Person teve a quem puxar: o próprio comandante, que insistiu na fala de o adversário ter vindo a Campinas jogar por uma bola.

Ora, uma bola seria a cabeçada do atacante Felipe Azevedo, no primeiro tempo, quando se infiltrou na zaga bugrina e colocou-a pra fora?

E a segunda bola em que novamente Azevedo, na cara do gol, chutou-a sobre o travessão?

O que dizer da terceira bola, desta vez chutada pra fora por Dadá?

Portanto, o fato de o Água Santa ter sido eficiente na defensiva não implica que não tenha atacado e ameaçado.