René Simões aprofunda conhecimento de futebol com curso de Marketing na França

Profissional faz tuor pelo futebol francês nos próximos dias e conta as experiências ao Futebol Interior

Profissional faz tuor pelo futebol francês nos próximos dias e conta as experiências ao Futebol Interior

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Campinas, SP, 18 (AFI) – Prezado amigo e leitor do Portal Futebol Interior

A experiência na França tem sido enriquecedora. A nossa aula de Marketing foi excelente. Ela mostrou que, a partir de 2010, com o caos da Copa do Mundo da África do Sul, a Federação foi obrigada a fazer uma revolução de conceitos e conteúdos. Possuíam 30 anunciantes e caíram para 12 somente.

Ninguém quer seu nome ligado a fracassados. Essa diminuição possibilitou maior aproximação da instituição máxima do futebol francês com anunciantes. Histórias puderam ser contadas com mais detalhes. A teoria da escassez, menos anunciantes, mais selecionados e caros.

A marca de carro, patrocinadora da federação, recebe os jogadores num determinado ponto e todos chegam com carros desta marca. Bela sacada. Será que poderia ser assim no Brasil?

Vistamos o primeiro e maior hub de inovações para o futebol, Le Trempelin. As start-ups são selecionadas, e patrocinadores são alocados para cada uma.

Em excursão pela Europa, René Simões participa de evento ligado ao Marketing

Em excursão pela Europa, René Simões participa de evento ligado ao Marketing

Mostraram um sensor que se coloca na canela e mede todos os passes que um jogador realiza. Muito interessante. Está sendo usado no futebol amador e em times de bairros daqui.

Posteriormente, fizemos uma mesa redonda, coordenada pelo professor Dr Pedro Trengrouse, sobre o clube-empresa.

Como somos ligados a diferentes segmentos, presidentes de clubes, ex-jogadores, gestores, técnico, agentes e funcionários do Google, a conversa foi longa e tivemos um debate bem plural .

Ao ter a França como modelo, aqui somente o Lyon tem estádio próprio, todos os outros são públicos ou parcerias público-privadas. Entendemos que essa tendência em achar que o governo não tem de participar do ‘business futebol’ é discutível.

Outra conclusão é que as dívidas dos clubes não devem ser perdoadas, mas administradas com seriedade e sem complacência, pois todos nós devemos e pagamos. Com o clube não pode e não deve ser diferente.

O regime tributário será, na visão do debate, o maior entrave a ser encontrado.

Outro ponto do encontro foi se deve ser obrigatório ou facultativo os clubes aderirem ao projeto. Isso ficou bem dividido.

Em última análise, baseado em estudo da fundação Getúlio Vargas, descobrimos que um clube empresa criará, no mínimo, o dobro de empregos no mercado direto e indireto do futebol.

Um dia memorável, com certeza.

Lembre-se: viva com fair play

Renê Simões, técnico de futebol