Renato Cajá rescinde com Bahia e fica livre para negociar com a Ponte Preta

A permanência do jogador ficou insustentável depois dele ter se recusado a entrar na última quarta-feira

A permanência do jogador ficou insustentável depois dele ter se recusado a entrar na última quarta-feira

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Campinas, SP, 24 (AFI) – Após Gilson Kleina, a Ponte Preta pode anunciar nos próximos dias a volta de mais um personagem que marcou história com a camisa alvinegra. Na noite desta sexta-feira, a diretoria do Bahia anunciou a rescisão contratual em “comum acordo ” com o meia Renato Cajá, que está livre para negociar com os dirigentes da Macaca.

A volta de Renato Cajá era um desejo antigo da Ponte Preta. Em fevereiro, a diretoria chegou a abrir negociação, mas o Bahia bateu o pé e bancou sua permanência. No entanto, a situação ficou insustentável após o acontecido na última quarta-feira. Mas o meia de 32 anos precisa baixar seu salário de R$ 300 mil para se adequar à realidade da Macaca, que tem como teto o valor de R$ 150 mil.

Renato Cajá rescindiu seu contrato com o Bahia de R$ 300 mil

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NO FINAL, NÃO ENTRA
Chamado por Guto Ferreira para entrar aos 40 minutos do segundo tempo diante do Fortaleza, pela Copa do Nordeste, Renato Cajá se recusou a deixar o banco de reservas, gerando um clima ruim.

Na última quinta, o presidente Marcelo Sant’Ana conversou com o jogador e, depois de uma reunião nesta sexta, sua saída foi acertada. O contrato tinha duração até dezembro de 2017.

“Tivemos uma reunião nesta tarde. O que ficou definido em comum acordo é que Cajá não integra mais a equipe. O processo culminou com o desgaste da última partida.

Aqui a gente preza muito pelo ambiente, pela questão da disciplina. Não se trata de um atleta mau caráter. É um jogador que perdeu espaço na equipe.

Infelizmente o desfecho foi esse, mas acabou sendo melhor para ambas as partes”, disse o gerente de futebol Diego Cerri.

Anunciado no ano passado como principal contratação do clube, que levou a melhor sobre Ponte Preta, Santos e Santa Cruz, Renato Cajá participou da campanha que culminou com o acesso à elite do Campeonato Brasileiro com 32 jogos – 29 como titular.

Perdeu espaço para Régis e fez nove partidas nesta temporada, sendo a maioria delas quando Guto Ferreira escalou um time reservas. Fez cinco jogos completos e marcou apenas um gol.

CAMINHO LIVRE
A saída de Renato Cajá deixa o caminho livre para a Ponte Preta. Com três passagens pela Macaca, onde viveu seus melhores momentos da carreira, o meia tem tudo para voltar a vestir a camisa alvinegra ainda no Campeonato Paulista. Ele, porém, só poderia ser utilizado se o time campineiro passar para as quartas de final, quando os clubes podem fazer algumas alterações na lista dos inscritos.

Contratado pelo Bahia como estrela, Cajá deixa o Bahia com rótulo de indisciplinado

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A falta de um camisa 10 é uma das principais responsáveis pela campanha irregular da Ponte Preta no Paulistão. No início, o ex-treinador Felipe Moreira escalou o time com três volantes.

Sob comando interino de João Brigatti, Ravanelli ganhou oportunidades, mas não conseguiu vingar. A outra opção é Matheus Cassini, que também não agradou quando entrou.

Renato Cajá tem 32 anos e foi revelado nas categorias de base do Mogi Mirim, passando por Ferroviária, Juventude, Al Ittihad-SAU, Grêmio, Botafogo, Guangzhou Evergrande-CHN, Kashiwa Antlers-JAP, Vitória, Bursaspor-TUR, Al Sharjah-UAE e Bahia. No entanto, seus melhores momentos sempre foram com a camisa da Ponte Preta, clube pelo qual já teve três passagens.