Renascimento do Juventude é interrompido e clube volta mais uma vez à Série C
Últimos anos no Alfredo Jaconi vinham sendo de turbulência e as campanhas em 2018 sacramentaram o mau momento na história do clube
Últimos anos no Alfredo Jaconi vinham sendo de turbulência e as campanhas em 2018 sacramentaram o mau momento na história do clube
Caxias do Sul, SP, 12 (AFI) – É difícil encontrar um ponto positivo na somatória do ano de 2018 no Esporte Clube Juventude. O tradicional time gaúcho teve desempenhos sem brilho em todos torneios que disputou e o martelo do mau momento vivido pelo clube centenário foi batido na última sexta-feira. A derrota em pleno Alfredo Jaconi por 1 a 0 para a Ponte Preta decretou matematicamente, com duas rodadas de antecedência, o rebaixamento do time gaúcho no Campeonato Brasileiro Série B 2018.
Em meio a um problema de ofensivo durante o torneio e frágil defensivamente, as justificativas para o fracasso do Ju surgem, mas o fato é que o time precisará repensar mais uma vez para que a Série C no ano que vem seja sinônimo de reestruturação e não de derrocada. O mandato do atual presidente Roberto Tonietto termina neste ano.
O momento negativo não começou na disputa da Série B. No primeiro semestre do ano, o Papo conseguiu apenas três vitórias em 11 jogos no Campeonato Gaúcho, chegou nas últimas rodadas com risco de rebaixamento e, apesar de não ter caído, não conseguiu nem chegar na segunda fase. Na Copa do Brasil o desempenho foi semelhante. Uma campanha sem vitórias e eliminação na segunda fase. O Alviverde eliminou o Interporto na estreia após um empate por 0 a 0 e caiu para o Avaí no jogo seguinte, perdendo por 2 a 0 em casa.
A campanha na Série B foi preocupante desde o seu início. Nos primeiros oito compromissos do Papagaio no torneio, apenas uma vitória e sete pontos somados em 24 disputados. As oscilações persistiram e, na 23ª rodada, quando o Juventude acumulava seis jogos sem vencer, o técnico Julinho Camargo foi demitido.
Para o seu lugar foi trazido Luiz Carlos Winck, que não conseguiu uma melhora de desempenho. Só na 28ª rodada o time só foi voltar a vencer, o que não acontecia desde a 17ª. Sob comando de Winck, foram 13 jogos, duas vitórias, dois empates e nove derrotas. Até a 36ª rodada, ao todo, foram sete vitórias, 14 empates e 15 derrotas, 26 gols marcados e 40 sofridos.
“Os números mostram que o Juventude vinha de uma situação de ladeira abaixo. Trabalhamos, melhoramos algumas coisas, mas foram insuficientes. Se a bola não entra não vale nada. O sentimento é de tristeza. Tenho minha parcela de responsabilidade, mas quem estava aqui no meu lugar antes também tem parcela. Houver erros e não vou ficar me desculpando. Tenho de me desculpar com o torcedor porque queríamos uma realidade diferente”, afirmou o atual treinador após a queda.
MOMENTOS DE INSTABILIDADE
Apesar de ser o único time, além da dupla Gre-Nal, a nunca ser rebaixado no Campeonato Gaúcho, o Ju vem em derrocada no Campeonato Brasileiro nos últimos anos. Em 2007, quando o time alcançou 13 anos seguidos jogando a Série A do Campeonato Brasileiro, veio o rebaixamento para a Série B.
No ano de 2009, a equipe caiu para a Série C nacional e o barranco ficou ainda maior quando o rebaixamento para a quarta e última divisão nacional veio no ano seguinte. O renascimento no cenário nacional começou em 2013, ano de centenário do clube, quando o Alviverde conseguiu retornar à Série C.
O time retornou à Série B com uma grande campanha na Série C, em 2016. Um retorno para elite no ano seguinte esteve próximo, mas o Juventude seguiu na Série B em 2018 e, agora, terá que lidar mais uma vez com a queda para a Série C.

MONTAGEM E PROBLEMAS DO ELENCO
Em entrevista coletiva após a derrota para a Ponte Preta na sexta, o técnico Luiz Carlos Winck e o vice-presidente Jones Biglia analisaram o contexto Alviverde. Ambos destacaram problemas na parte ofensiva do elenco.
“Dentro da montagem, foram contratados muitos atletas para um setor e faltaram em outro. Isso é visto. Se eu estivesse desde o início, entendo que seria diferente para situações de montagem de elenco. Mas enalteço o clube que encontrei, a maneira como fui recebido por todos. A unidade que construímos no vestiário. Foi algo bonito. Mas tudo isso foi insuficiente”, afirmou o treinador.
“Tentamos algumas contratações para parte ofensiva, alguns atletas estabelecidos de Série B. Não conseguimos. Tentamos dois nomes e ambos foram para o Figueirense. Tentamos o Neto Baiano (centroavante do CRB), o Felipe Menezes (meia do CRB), queríamos contratar alguém que desse algo diferente ao time e não conseguimos. Se pudesse ressaltar uma dificuldade seria essa, a pouca margem de erro que temos”, explica o dirigente Jones Biglia.





































































































































