Receita de pontepretano: para Nelsinho é preciso acreditar
Campinas, SP, 2 (AFI) – A receita é de uma pontepretano nato, campineiro que nasceu profissionalmente na Ponte Preta no final da década de 60. Nelsinho Batista, atual técnico do Sport Recife, vai torcer pela Ponte Preta na final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, domingo, no Palestra Itália. E depois da goleada do Leão da ILha sobre o Verdão, por 4 a 1, pela Copa do Brasil, ele não tem dúvida em apontar o segredo: “confiança, muita confiança e determinação”.
”A vitória do Sport foi justa e merecida, mas ocorreu, essencialmente, porque nós acreditamos que era possível vencer e garantir vaga. Impomos nosso padrão de jogo sem se preocupar com a força e a tradição do adversário. E deu certo”, comemora Nelsinho, que não passado dirigiu a Ponte Preta na Série B do Brasileiro.
Elegância e humildade
De forma elegante, Nelsinho evita falar em esquema tático ideal para a Ponte Preta adotar em São Paulo, como rejeitou, em Recife, comentar o possível “nó tático” dado em cima de Vanderlei Luxemburgo. O segredo é mesmo a auto-confiança:
”Ainda nos vestiários do Palestra Itália, quando empates sem gols, já comecei a falar para meus jogadores: esqueçam o Palmeiras e vamos buscar nosso objetivo, que era a vaga nas quartas-de-final da Copa do Brasil”, explica o treinador. Mas ele sabe, perfeitamente, que não seria possível vencer o Palmeiras se o seu time, o Leão Pernambucano, não tivesse qualidades.
”Nós marcamos bem e jogamos com inteligência. Além disso, tivemos a sorte de marcar os gols na hora certa, porque desnortearam o adversário. Enfim, a receita do técnico é como a faixas que os torcedores exibiam no domingo: “É possível”.
Bons e maus momentos
Nelsinho tem raízes na Ponte Preta, onde viveu bons e até alguns maus momentos. Ele participou do time que conquistou o único título da história do time: o da Segunda Divisão Paulista, em 1969. Também foi vice-campeão paulista em 1970, para depois defender outros clubes, como São Paulo, Santos e Juventus.
Já dirigiu o time da Ponte Preta três vezes. O pior momento ele viveu no início de sua carreira, em 1987, quando acabou sendo rebaixado para a Segunda Divisão. Ele pegou um time fraco tecnicamente, armado por Cilinho e acabou caindo. Ironicamente, o último jogo do campeonato aconteceu em São Paulo diante do Palmeiras, que venceu por 1 a 0. Sérgio Guedes, atual técnico, participou daquele jogo.
Sport venceu como FI imaginou
A vitória do Leão sobre o Palmeiras aconteceu, coincidentemente, quase da maneira idealizada por Sérgio Guedes na primeira partida final, vencida pelo Verdão, por 1 a 0, no Majestoso. O Sport foi armado com três volantes e três atacantes, não “copiando” a Ponte somente na marcação individual sobre Valdívia, a marcação foi por zona.
O Futebol Interior já tinha delineado esta formação tática quatro dias antes da primeira final (veja o gráfico). O time entraria armado no 4-3-3, com Ricardo COnceição fazendo a marcação individual sobre Valdívia, o Mago do Palmeiras.
Mas o técnico Sérgio Guedes optou por fazer uma variação inesperada: fixou o volante Deda como terceiro zagueiro, liberando os alas – Raulen e Vicente. Ou seja: optou pelo 3-4-3. Além disso, mesmo com três atacantes, não marcou o Palmeiras na saída de bola. Assim, o time ficou muito na defensiva, deu espaços ao Palmeiras e ficou sem ligação entre defesa e ataque, pela esperada ausência dos meias – Renato e Elias.
A Macaca ficou limitada à ligação defesa-ataque, com seus atacantes recebendo as bolas de costas e sob a forte marcação da defesa palmeirense, considerado o setor mais fraco do time da capital. Que os erros serviam como aprendizado no futuro.





































































































































