Reabilitações e líderes mandam na Seleção da Série C

Campinas, SP, 1 (AFI) – Crac e Bragantino terminaram a sexta rodada dividindo a liderança do Octogonal Final do Campeonato Brasileiro da Série C, enquanto Vila Nova-GO e Atlético-GO conseguiram a reabilitação. Então, nada mais justo do que esses times dominarem a Seleção da Rodada da Série C.

O Atlético, que vinha de duas derrotas seguidas em casa, começou bem sob o comando do técnico Flávio Lopes e bateu, fora de casa, o Nacional, por 1 a 0. O rival Vila suou, mas bateu o Barras, de virada, em Goiânia, por 2 a 1, graças a Túlio Maravilha e o zagueiro Henrique.

Os líderes seguiram suas caminhadas cada um da sua maneira. O Crac, mostrando sempre um futebol envolvente e de muita qualidade técnica, goleou o ABC, por 4 a 0, assumindo a ponta pelo número de vitórias (4 contra 3). Já o Bragantino parece mineirinho: está indo devagar, mas deve chegar longe.

Confira as feras desse meio de semana:

Goleiro: Márcio (Atlético-GO): Mostrou muita segurança e garantiu a vitória fora de casa do Atlético. Apesar do ataque do Nacional não ser nenhuma maravilha, chegou a assustar, mas não o bastante para Márcio sucumbir, levando os goianos a reabilitação.

Lateral-direito: Renato (Crac-GO): Muito apoio, muita marcação e, principalmente, muita precisão na falta cobrada do quarto gol do Crac na goleada sobre o ABC, por 4 a 0.

Zagueiro: Ademir (Crac-GO): Para variar, foi um leão no miolo de zaga do Leão do Sul. Sem apelar para a violência, não deixou passar nada. Ainda achou tempo para abrir o placar e iniciar o caminho da vitória que colocou o Crac na liderança.

Zagueiro: Henrique (Vila Nova-GO): Na última quinta-feira, não foi Túlio Maravilha o herói do Vila Nova, mas sim um zagueiro experiente, que sempre buscou fazer o melhor para o time. Trata-se de Henrique, que marcou o gol da vitória contra o Barras aos 43 minutos do segundo tempo.

Lateral-esquerdo: Maycon (Atlético-GO): Reassumiu a condição de titular em grande estilo. Com muito vigor físico, marcava presença tanto no campo ofensivo como na parte defensiva. Gigante em vontade, ele é titular absoluto da equipe.

Volante: César Gaúcho (Bragantino): É figurinha carimbada da Seleção do Futebol Interior da Série C. Marcador nato, mas que também sabe sair jogando com a bola, Gaúcho é um jogador que todo treinador gostaria de ter. O Braga tem que mantê-lo para a próxima temporada.

Meia: Inho Baiano (Bahia) : Substituiu em grande estilo o cérebro da equipe, Elias. Armou bem e serviu com eficiência os atacantes Nonato e Moré. Apesar da volta de Elias, após suspensão, merece uma vaga entre os titulares.

Meia: Davi (Bragantino): É o camisa 10 do Bragantino, e o principal nome do time neste Octogonal Final. Habilidoso, não se esconde e aparece no momento certo para decidir. Foi assim contra o Bahia. O Braga perdia por 1 a 0, e Davi chamou a responsabilidade e empatou.

Atacantes: Túlio Maravilha (Vila Nova-GO): Amores não podem ficar muito tempo distante. Túlio Maravilha, que ficou três partidas sem marcar, reencontrou o tão conhecido caminho do gol. Marcou em um momento importante da partida, quando o Vila Nova perdia, em casa, para o Barras. Artilheiro é artilheiro.

Atacante: Tico Mineiro (Crac-GO): Forma, junto com Danilo Silva, uma perigosa dupla ofensiva. Rápidos e oportunidades, trocam de posição constantemente e confundem a defesa adversária. Contra o ABC, a história foi a mesma, só que desta vez, o destaque foi Tico Mineiro, que marcou um bonito gol e participou de outros dois.

Atacante: Nonato (Bahia): Voltou a balançar as redes, e como estava com saudade delas, o fez em grande estilo. Atormentou a defesa do Braga durante toda a partida e mostrou faro de gol, tanto no primeiro, quando acertou um lindo voleio, quanto no segundo, em cobrança de pênalti perfeita.

Técnico: Flávio Lopes (Atlético-GO): Estreou bem no comando do Atlético-GO. A partida foi contra o lanterna Nacional, mas era de fundamental importância para o time goiano, que vinha de duas derrotas seguidas em casa. Flávio Lopes realizou algumas mudanças e deu certo, porém, avisou. “Ainda falta muito para melhorar, principalmente no meio-campo”, afirmou. Treinador consciente é assim. Vence e já traça a próxima meta.