Ralf na Ponte Preta? Nada a ver no aspecto técnico e salarial

Ralf na Ponte Preta? Nada a ver no aspecto técnico e salarial

Ralf na Ponte Preta? Nada a ver no aspecto técnico e salarial

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Nem queira entender essa complexidade chamada bastidores do futebol. Não faltam controvérsias.

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De repente descobriram suposto interesse da Ponte Preta pelo volante Ralf, dispensado no final do ano passado pelo Corinthians.

E por que foi dispensado? Porque o treinador Tiago Nunes alegou que não se encaixa no modelo de jogo que está implantando no Timão.

Na prática Nunes prioriza trabalhar com volante estilo técnico, condutor de bola e boa visão de jogo, pra que ela chegue qualificada ao ataque.

Ora se o estilo de Ralf é basicamente do ‘volantão’ que desarma, se impõe pela força física – apesar de caminhar para 36 anos de idade -, cá pra nós: é esse tipo de volante que a Ponte está precisando?

Convenhamos que o adequado seria um volante mais técnico, que faça a bola chegar com rapidez e qualificada ao ataque.

CONTROVÉRSIA

Estariam de fato os dirigentes pontepretanos interessados em contratar Ralf, ou seria uma fórmula de mostrar ao torcedor tentativa de trazer jogador conhecido no cenário nacional?

Além de Ralf não preencher aquilo que a Ponte mais precisa no atual momento em seu meio de campo, a faixa salarial dele no Corinthians nada tem a ver com transferência a Campinas, a menos que disponha abrir mão de boa bolada, ou a Ponte arriscar ‘estourar’ o teto salarial de seu elenco.

Jornalista Samir Carvalho, do portal UOL, publicou em 12 de junho passado renovação de contrato de Ralf com o Corinthians, com citação de que o salário vigente de R$ 210 mil pela CLT (Consolidações das Leis Trabalhistas) passaria para R$ 400 mil em janeiro último, incorporando-se luvas ao salário.

REDUÇÃO SALARIAL?

Convencionando-se a capacidade de apuração do jornalista pelos números citados, estaria Ralf aceitando ganhar na Ponte supostamente 25% do acordado no Corinthians?

Esse supostamente se aproximaria da casa de R$ 100 mil mensais.

Como as coisas infelizmente não são aclaradas, fica o dito pelo não dito.

Nos clubes campineiros é proibido clareza sobre salário de atleta. Logo, tudo fica por conta do imaginário de cada um.

Paradoxo é que permite-se ao torcedor apenas palpites e ‘cornetar’, e ainda assim inadvertidamente ele usa o pronome na primeira pessoa do plural, caso de NÓS, quando na prática eles decidem e você engole.