Rádios deixam de trasmitir jogos por incompetência de companhias telefônicas
As três emissoras de Campinas foram prejudicadas nas últimas partidas de Guarani e Ponte Preta
Em pleno ano de 2013, às vésperas da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, emissoras de rádios de todo país ainda sofrem com a precariedade dos serviços disponíveis para seu trabalho nos mais diversos estádios de futebol.
Campinas, SP, 24, (AFI) – Em pleno ano de 2013, às vésperas da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, emissoras de rádios de todo país ainda sofrem com a precariedade dos serviços disponíveis para seu trabalho nos mais diversos estádios de futebol.
Roger Willians narra pelo telefone, em MacaéO principal motivo de reclamação é a falta de compromisso das companhias telefônicas que não prestam o serviço adequado na instalação de linhas de transmissão e de retorno para realização de um trabalho adequado. As emissoras de rádio solicitam o serviço com quase uma semana de antecedência e são posteriormente é cobrado pela companhia, já que a fatura chega na data combinada no endereço das emissoras, mas não recebem o serviço em plena funcionalidade.
Outra dificuldade encontrada pelas emissoras de rádio é a ausência de funcionários das concessionárias telefônicas nos estádios e quando eles aparecem, mostram desconhecimento do serviço e falta de treinamento, prejudicando ainda mais as equipes responsáveis pela transmissão das partidas de futebol.
Rádios prejudicadas em Macaé
No último sábado, dia 20 de julho, as três emissoras de Campinas: Rádio Central, Bandeirantes e Brasil foram extremamente prejudicadas no Estádio Moacirzão, em Macaé-RJ, pois nenhuma rádio teve o serviço devidamente prestado pela OI, companhia de telefone que atende o estado carioca.
As rádios ficaram sem transmitir a vitória do Guarani sobre o Macaé, por 1 a 0, pela linha solicitada. Todas tiveram que utilizar o recurso do celular para levar a emoção do futebol aos torcedores campineiros. Os resultados dessa falta de respeito das concessionárias telefônicas são os prejuízos causados às rádios, pois, a conta de telefone celular fica altíssima, sem contar o custo da viagem com toda equipe de esportes da emissora.
Rádio Central em Manaus
Na última quarta-feira, a equipe de esportes da Rádio Central foi a única de Campinas a estar presente no distante Estádio do Sesi, em Manaus, para transmissão de Nacional e Ponte Preta, pela Copa do Brasil.
Mais uma vez a emissora foi prejudicada pela OI, que não instalou a linha solicitada com antecedência e prejudicou o trabalho do narrador Alberto César (foto) e do repórter Vinicius Bueno. Ambos tiveram que conseguir um aparelho telefônico e contar com a ajuda dos colegas de rádio da cidade de Manaus para transmitir o jogo.

“Aqui em Manaus as emissoras que vêm de fora sempre são prejudicadas, nunca tem linha e nem funcionário da OI aqui”, disse um profissional de uma das rádio de Manaus em entrevista ao narrador Alberto César, da Rádio Central.
Tal prática já virou rotina nos estádios pelo Brasil inteiro. Resta saber se na Copa do Mundo os problemas serão resolvidos ou se o país, mais uma vez, estará na boca do povo do mundo inteiro de forma negativa, assim como está sendo na questão dos estádios inacabados e nos transportes precários.





































































































































