Rádio Central nasceu há 35 anos com um ‘banho’ de jornalismo

Tive a honra de participar da primeira equipe esportiva da emissora

Rádio Central nasceu há 35 anos com um ‘banho’ de jornalismo

Neste sábado a população de Campinas rende as homenagens ao 35º aniversário da Rádio Central.

Lembro-me como se fosse hoje o dia da inauguração da emissora na voz do saudoso presidente da República João Baptista Figueiredo.

Na época a Rádio Central inovava com programação essencialmente jornalística, coisa fora dos padrões da radiofonia campineira habituada ao vitrolão, ou seja: programação musical.

Os primeiros concessionários da emissora foram o empresário Lauro Moraes Filho, o saudoso político Gióia Júnior e o também falecido monsenhor Geraldo Azevedo.

Sou eternamente grato ao mestre Alfredo Orlando ao me brindar com o convite para que integrasse a primeira equipe esportiva da emissora.

Na ocasião fiz dobradinha com o também repórter Paulo Moraes, o melhor que já passou por Campinas.

PEREIRA ESMERIZ

O comentarista era Pereira Esmeriz, que justificava o bordão de ‘comentarista realmente técnico’.

Alfredo Orlando dividia as narrações com o radialista Alberto César.

Quem diria que o talentoso Alberto César já fez ‘ponta’ no rádio!

‘Ponta’, na linguagem do radialismo esportivo é o segundo posto de transmissão de uma jornada esportiva, ocasião em que o narrador só é chamado para informar tempo e placar do jogo que acompanha.

No plantão esportivo da época a bonita voz de Pedro Engles, coadjuvado por Carlos Tavares.

Posteriormente aquela equipe esportiva foi encorpada com as contratações do saudoso narrador Washington Luís de Andrade e o comentarista João Carlos de Freitas.

Jornalistas e radialistas de peso integraram a emissora no nascedouro.

Havia um programa de debate, no começo da tarde, com participação dos jornalistas José Hamilton Ribeiro, João Balesteiros e Roberto Godoy.

ZAIMAN

Na sequência, Zaiman de Brito Franco retratava os fatos ocorridos em Campinas com o seu jeito singular de se comunicar.

Meia-noite, com o comando de Romeu Santini, mais um programa de caloroso debate: ‘Agora Falamos Nós’, com uma hora de duração e gravado.

Em seguida a emissora saía do ar e os transmissores eram religados às 5h para o Programa do Bambuzinho.

Naquela época profissional de rádio era bem remunerado e não havia ‘arrendamento de horário’.

Hoje participo da programação esportiva da Rádio Central com uma pontinha de quatro minutos semanalmente relatando de histórias do futebol.

É extremamente gratificante falar neste prefixo cujo som, como bem define Alberto César, ‘dá vontade de comer’.