Radialista de Piracicaba completa quatro anos de falecimento

nadir 0005 150Piracicaba, SP, 23 (AFI) – Em 19 de Agosto de 1967 na Rádio Educadora de Piracicaba, surgia um reporter que iria revolucionar o rádio do interior com sua formula simples e popular ao mesmo tempo polemica de fazer rádio esportivo. Nesta terça-feira, completam-se quatro anos da morte do radialista Nadir Roberto Chinaglia (foto).

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Nadir Roberto Chinaglia, nascido em Rio Claro em 03 de Setembro de 1933, militou muitos anos em Piracicaba, histórias fantásticas como na Rádio Difusora de Piracicaba onde ficou de 1970 á 1977, quando em pleno regime militar parou um desfile de 07 de Setembro para a viatura da Difusora chegar ao campo do Saad e transmitir uma partida de futebol, do XV de Piracicaba.

Anos antes Nadir Roberto na quebra do tabú do Corinthians contra o Santos, fora o único repórter do Brasil a entrevistar Roberto Goycochea arbitro Argentino daquela partida, o que lhe deu uma vaga no grande jornal falado da Rádio Tupi de São Paulo, grande sucesso do AM na década de 60.

Nadir Roberto se juntou ao talento de Garcia Netto, e ambos revolucionaram o rádio de Piracicaba.

Garcia tinha chegado da Rádio Piratininga de São Paulo e ao se juntar com Nadir fizeram grande sucesso até a morte de Garcia Netto as vésperas de embarcar para o Uruguai e transmitir pela rádio de Piracicaba, Palmeiras e Penarol em 1972, pela Libertadores.

Em 1982 depois de passar rapidamente pela Rádio Brasil de Santa Bárbara d’Oeste, montou uma forte equipe de esportes na Nova Sumaré, Nadir sempre buscou novos talentos, e talentos que eram desprestigiados em sua cidade, e assim vendo que Campinas tinha um grande número de repórteres, comentarista e narradores, formou a equipe com Wilson José(Ex Rádio Cultura), Paulo Moraes(ex Rádio Central), Ariovaldo Izac(ex Rádio Educadora), e trouxe ainda Flavio Barbosa da Rádio Clube de Americana(Flávio faleceu neste domingo aos 65 anos vitima de câncer), ao lado de José Carlos irmão de Wilson José veio também David Guilherme e Roberto Miamoto.

Outros nomes famosos de Campinas passaram nos 22 anos que Nadir Roberto este a frente do microfone da Rádio Nova Sumaré, W.Luis de Andrade, Alberto César, Roberto Leite, Pedro Engles, Antonio Carlos De Júlio(Ex Cultura),Paulo Edson a voz do rádio e Loureiro Junior, além Marcos Luiz da Rádio Bandeirantes de São Paulo, Julio Cesar, Carlos Tavares, Jota Alves, José Alberto Fuminho, Mario Celso, Clóvis Pereira, Mauricio Camargo, Jota Jota vindo da Bahia, Mario Luis ex coordenador da Rádio Educadora, Renato Leal, Osvaldo Luis, e muitos nomes que vieram do Brasil afora para o Rádio de Campinas.

Nadir Roberto viveu do rádio esportivo como repórter, comentarista e um maiores vendedores de publicidade, sempre dizia que o rádio AM foi quem tirou o mato e preparou a terra para as TVS.

Nadir Roberto, surgiu de forma inesperada em Campinas, e da mesma forma a deixou para encerrar a carreira na sua Piracicaba, na mesma Rádio que começou a carreira na Educadora, em 23 de Março de 2006, Nadir Roberto teve um mal súbito e veio a falecer de parada cardíaca.

Seu legado para o Rádio AM não deve ser esquecido muitos profissionais acharam sua recolocação por sempre acreditarem e ter feito da Nova Sumaré uma grande opção até 2004 quando Nadir Roberto parou.

Neste domingo próximo passado vários amigos foram lembrar-se de Nadir Roberto junto com a família na missa no Santuário Nossa Senhora dos Milagres em Piracicaba.

Mesmo domingo que marcou a morte de um de seus companheiros, Flavio Barbosa.

Hoje em cada rádio da cidade de Campinas existe como disse seu filho David Guilherme(hoje narrador da Rádio Brasil AM 690) um agradecimento em todos os campos de futebol que ele viaja:

“Em todo canto ainda lembram e perguntam dele, é gratificante que este trabalho dele na Rádio Sumaré tenha marcado época não só para mim como filho, mas para esta classe do radialista esportivo tão esquecida.”

Nadir Roberto morreu aos 72 anos em Piracicaba e jamais deixou de lembrar-se da sua principal fase, com a Sumaré onde criou o slogan “Macacada Amiga” como abria seus comentários na Ponte Preta seu time do coração em Campinas.