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ARIOVALDO IZAC

Quem viu Cilinho e hoje vê Rodrigo Santana se assusta

Custa a surgir um treinador com a percepção de melhor aproveitamento do elenco da Ponte Preta.

Santana quis montar o time com três volantes, imaginando que Rodrigo Souza pudesse fortalecer a marcação na cabeça da área.

Série B - 2026 - 2ª rodada
Ponte Preta: Rodrigo Santana fez trocas erradas. Foto: AAPP

Por ARIOVALDO IZAC

Campinas, SP, 4 (AFI) – Hoje lembrei-me do falecido treinador Otacílio Pires de Camargo, o Cilinho.

E por que a lembrança?

Porque custa a surgir um treinador com a percepção de melhor aproveitamento do elenco.

No meu tempo de repórter, décadas passadas, conversava muito com ele. E nas aulas bem detalhadas, confesso que aprendi bastante.

Logo, depreendo que, se vivo fosse, e perguntassem sobre o que ainda seria possível extrair do atual elenco pontepretano, de certo contestaria veementemente o treinador Rodrigo Santana ao sacar do time o atacante Luís Philipe contra o São Bernardo.

Pois Santana quis montar o time com três volantes, imaginando que Rodrigo Souza, sem a devida mobilidade, pudesse fortalecer a marcação na cabeça da área.

Faltou avaliar que Luís Philipe aparece no ataque, mas também recompõe, ajudando a fechar os espaços defensivos.

DIEGO TAVARES

Já que a Ponte Preta não conta com um lateral direito sequer de relativo aproveitamento, os olhos então refinados de Cilinho indicariam o deslocamento do atacante de beirada Diego Tavares à lateral.

No caso, o atleta teria liberdade para incursões em velocidade ao ataque, sem que isso fosse representar perda na recomposição, tarefa que mostrou saber executar.

Então por que não adaptá-lo à função? Ele nem precisaria terminar as jogadas. Bastaria acionar um parceiro de ataque e pronto.

LATERAL-ESQUERDO KEVYSON

Que o lateral esquerdo kevyson tem defeitos de marcação, não é de hoje.

Por descuido, toma bola nas costas, e não é efetivo para travar cruzamentos de adversários.

Foi feita alguma coisa para correção?

Não.

Claro que Cilinho pelo menos tentaria a corrigi-lo.

Quantas e quantas vezes em treinos coletivos que assisti, Cilinho também repreendia jogador que repetia erros de passes.

Logo, aquele atleta sem a devida habilitação para alongar a bola, ele exigia apenas passes curtos, coisa nada além de três metros.

CASO POTTKER

E você acha que Cilinho seria tão tolerante com a inaptidão do centroavante Pottker, para mantê-lo como titular?

Se insistentes tentativas para recuperar a forma técnica são infrutíferas, logo chamaria o garoto Miguel e diria:

“Vai lá rapaz e capriche, pois agora a camisa é sua”.

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