Custa a surgir um treinador com a percepção de melhor aproveitamento do elenco da Ponte Preta.
Santana quis montar o time com três volantes, imaginando que Rodrigo Souza pudesse fortalecer a marcação na cabeça da área.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 4 (AFI) – Hoje lembrei-me do falecido treinador Otacílio Pires de Camargo, o Cilinho.
E por que a lembrança?
Porque custa a surgir um treinador com a percepção de melhor aproveitamento do elenco.
No meu tempo de repórter, décadas passadas, conversava muito com ele. E nas aulas bem detalhadas, confesso que aprendi bastante.
Logo, depreendo que, se vivo fosse, e perguntassem sobre o que ainda seria possível extrair do atual elenco pontepretano, de certo contestaria veementemente o treinador Rodrigo Santana ao sacar do time o atacante Luís Philipe contra o São Bernardo.
Pois Santana quis montar o time com três volantes, imaginando que Rodrigo Souza, sem a devida mobilidade, pudesse fortalecer a marcação na cabeça da área.
Faltou avaliar que Luís Philipe aparece no ataque, mas também recompõe, ajudando a fechar os espaços defensivos.
DIEGO TAVARES
Já que a Ponte Preta não conta com um lateral direito sequer de relativo aproveitamento, os olhos então refinados de Cilinho indicariam o deslocamento do atacante de beirada Diego Tavares à lateral.
No caso, o atleta teria liberdade para incursões em velocidade ao ataque, sem que isso fosse representar perda na recomposição, tarefa que mostrou saber executar.
Então por que não adaptá-lo à função? Ele nem precisaria terminar as jogadas. Bastaria acionar um parceiro de ataque e pronto.
LATERAL-ESQUERDO KEVYSON
Que o lateral esquerdo kevyson tem defeitos de marcação, não é de hoje.
Por descuido, toma bola nas costas, e não é efetivo para travar cruzamentos de adversários.
Foi feita alguma coisa para correção?
Não.
Claro que Cilinho pelo menos tentaria a corrigi-lo.
Quantas e quantas vezes em treinos coletivos que assisti, Cilinho também repreendia jogador que repetia erros de passes.
Logo, aquele atleta sem a devida habilitação para alongar a bola, ele exigia apenas passes curtos, coisa nada além de três metros.
CASO POTTKER
E você acha que Cilinho seria tão tolerante com a inaptidão do centroavante Pottker, para mantê-lo como titular?
Se insistentes tentativas para recuperar a forma técnica são infrutíferas, logo chamaria o garoto Miguel e diria:
“Vai lá rapaz e capriche, pois agora a camisa é sua”.





































































































































