Quem ganha o jogo das tevês? Raposa, a Vênus ou o Mickey
Ficamos livres dos Nicolas Leoz, Eduardo de Roca, Eugenio Figueiredo, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo e outros
Ficamos livres dos Nicolas Leoz, Eduardo de Roca, Eugenio Figueiredo, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo e outros
Campeonatos regionais mais restritos, aumento de vagas de classificação no Campeonato Brasileiro, para inchar a Copa Libertadores da América é mais um golpe de cucarachas do Cone Sul, homiziados no antro dos ladravazes da Conmebol, lá em Assunção dos velhos contrabandos, dos uísques falsificados e de outros mal feitos.
Na verdade, essa Libertadores da América, que encanta alguns babaquaras, rotulados de progressistas, nada mais é do que uma ilusão a serviço das televisões que precisam rechear suas grades de programação a preços vis, pois até o campeonatinho paulista, ruim prá danado, dá mais dinheiro do que a Copa que enriqueceu tanta gente, até que o FBI botou a malandragem pra correr e deu cana em outros que não tiveram tempo de fugir.
Assim, ficamos livres dos Nicolas Leoz, Eduardo de Roca, Eugenio Figueiredo, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, este sem coragem de ir de metrô até Itaquera. Outros corruptos ainda andam por aí, mas um dia a casa deles pode cair.
Pois bem, agora surge essa ideia de asno sul-americano de enfraquecer o nosso futebol. Claro que, ultimamente, o nível do nosso futebol anda muito baixo, tanto é que não chegamos outra vez a uma final dessa ilusão que se chama Libertadores da América.
Mas, o que realmente está por trás dessa jogada que merece cartão vermelho de quem não comunga com certas malandragens? Vamos lá:
1- Os babaquaras midiáticos que tanto endeusam a Libertadores, já fizeram as contas de quantos jogos teremos a mais na temporada, se todo mundo reclama do excesso de jogos?
2- Ah, mas os regionais serão reduzidos. Na verdade, querem reduzir a rivalidade e atender interesses das televisões que estão brigando de foice no escuro por direitos de transmissão, junto com a tevê da Raposa – FOX – e a ESPN, lá da terra do Tio Sam.
3- Como os clubes, frutos de suas incompetências e lambanças, são dependentes desse dinheiro televisivo, todos se ajeitam e dobram os joelhos. Com a falta de dinheiro o pessoal roda a bolsinha.
4- Muitas tevês transmitem os jogos da Europa. Há um domínio de audiência e quem ganha no IBOPE vende melhor seus espaços. Como o futebol do Cone Sul, embora não esteja em alta, ajuda a completar a grade de programação e ajuda a pagar os direitos dos jogos internacionais.
5- Quando a tevê da Raposa aportou por aqui, numa negociação de quitação de dívidas de uma das nossas maiores emissoras, a contrapartida foi a criação da Copa Sul-Americana. Assim, a tevê da Raposa, cujo dono é mr. Murdoch, um milionário australiano, que manda na televisão de boa parte do mundo, garantiu, com a Sul-Americana, exclusividade do Brasil até os Estados Unidos, passando por vários países da América, uma parte do filé mignon.
6- Essa história de tevê no futebol também não deu certo quando a PSI veio para o Brasil, na esteira da parceria do Corinthians e Hicks Muse. Era para entrar no jogo o Cruzeiro e peitar a Globo na divisão de direitos de tevê. Não deu certo e a PSI faliu depois. Por falta de quórum, a PSI perdeu a guerra.
7- A Libertadores virou, salvo alguns mercados – Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Peru etc – uma competição do baixo clero da bola. Botaram times, para atender aos interesses de países que têm futebol medíocre – com estádios horríveis, com iluminação que lembra boates do basfond de São Paulo, e sem nenhuma estrutura. O importante era vender direitos de jogos e faturar com as retransmissões.
8- Como a Conmebol também vende a competição não importa a qualidade. Botem mais times, mesmo que sejam medíocres. A televisão paga, a televisão manda.
9- Então, o resto que se lixe. Como os cartolas não têm vergonha na cara, submetem-se a todo tipo de jogada. A mídia, por sua vez, com o mercado de trabalho cada vez mais restrito, diz amém porque ninguém vai brigar com o patrão.
10- E por que Copa das ilusões? Porque o último campeão – o Nacional da Colômbia – recebeu 7.75 milhões de dólares. O Santos, no último Campeonato Paulista, em três meses, se tanto, como campeão recebeu 31 milhões de reais. Um pouco menos que o campeão da Colômbia. E no tempo de Eduardo José Farah, o paulista pagava os clubes melhor do que a CBF no Brasileirão.
11- O jogo político-televisivo está sendo jogado. Quem vai ganhar. A televisão da Raposa, a Globo, Interativo ou a ESPN, a tevê do Mickey? Uma coisa é certa: quem vai perder mesmo é o futebol com o fim da rivalidade regional. E viva o futebol dos pernetas, dos ladravazes e do baixo clero. As tevês que façam bom proveito. Depois, não chorem na próxima Copa do Mundo.





































































































































