Que zagueiro Cléber está voltando à Ponte Preta?

Que zagueiro Cléber está voltando à Ponte Preta?

Que zagueiro Cléber está voltando à Ponte Preta?

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Pontepretano cutuca o rival bugrino em corriqueiras discussões em mesa de bar:

– Você sabe quem NÓS contratamos pra zaga central?

– Quem?, pergunta o interlocutor

– Clébão.

– Qual Clébão?

– Cléber Reis, que desabrochou para o futebol na Ponte Preta em 2012.

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Cabe lembrar aos rivais que aquele Clebão ficou meses na reserva do time pontepretano e Gilson Kleina, treinador à época, não o colocava pra jogar.

Foi o sucessor dele, Guto Ferreira, quem percebeu que Cléber Reis era dos tais zagueiros que treinadores do passado diziam que fazia um risco nas imediações de sua área e ali ninguém passava.

Esse pronome NÓS que torcedores se apropriam indevidamente precisa ser colocado na devida ordem de ELES, cartolas.

Caberia você empregar o NÓS caso soubesse o tipo de negociação que envolveu o empréstimo de Cléber Reis até dezembro.

Vindo do Hamburgo (ALE) para o Santos por R$ 7,3 milhões, ele não foi condizentemente aproveitado. Até o então treinador Jorge Sampaoli o aconselhou a procurar clube, e por isso disputou a última Série B do Brasileiro pelo Oeste.

SALÁRIO DE R$ 200 MIL

Cléber tem vínculo com o Santos até o final de 2022, e reza em contrato salário de R$ 200 mil mensais.

Nos repasses feito a clubes, os santistas arcam com pagamento de parte desse valor, cabendo o restante a quem o contratou.

Qual a parte que cabe à Ponte Preta?

Você não sabe, né? Na atualidade a ‘reportaiada’ sequer ousa perguntar salário de atleta. E se perguntasse a cartolada despistaria.

Alguns dirigentes até diriam que é assunto de interesse apenas da Receita Federal.

Sem a devida transparência, o NÓS que você tanto se orgulha de dizer pode ser trocado por eles ou o nome da agremiação.

Se você está intrigado com o assunto, calma.

Como ninguém abre o jogo, a gente pode até conjecturar que Santos e Ponte racham em partes iguais o pagamento do salário do atleta.

Nesta linha, a Ponte arcaria com R$ 100 mil, correto?

Pois ficamos sem saber se houve algum tipo de negociação de forma que Cléber Reis tenha concordado com redução do salário anteriormente garantido de R$ 200 mil?

Deveríamos saber sim, mas…

PADRÃO SALARIAL

A situação é colocada porque R$ 100 mil mensais fogem dos padrões salariais propostos pela nova diretoria da Ponte Preta.

De mais a mais: que Cléber a Ponte Preta está emprestando?

Seria aquele que fazia um risco nas imediações de sua área e o adversário não passava?

Seria o Cléber intransponível no jogo aéreo defensivo, inclusive explorando a estatura de 1,85m de altura para cabeceio na área adversária, em lances convertidos em gols?

Aquele é jogador de primeiro nível para a posição, e a Ponte estaria acertando em cheio na contratação.

Seria o Cléber atleticamente em precária forma física, com quilinhos a mais que tiraram-lhe a velocidade pra cobertura nos lados do campo?

CONTRATO DE RISCO

O pontepretano espera constatar o Cléber que fazia o hipotético risco à frente da área, e não aquele zagueiro dispensado do elenco do Paraná Clube na irregular campanha de rebaixamento do Brasileirão de 2018.

Na incerteza sobre o Cléber que vem aí, a prudência indicava que os dirigentes da Ponte fizessem contrato de risco, com ganho proporcional ao rendimento.