Que vexame, hein Guarani!

Bugre é goleada pelo Ituano na estreia

Que vexame, hein Guarani!

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Foto: Miguel Schincariol

Foto: Miguel Schincariol

Lembra-se daquele Guarani dos tempos do treinador Ricardo Catalá, ano passado? Pois foi muito pior nesta goleada por 3 a 0 sofrida para o Ituano, na noite desta segunda-feira, em Campinas, na largada do Paulistão.

O que você imaginar de ruim no time bugrino foi visto no Estádio Brinco de Ouro.

Falha individuais de atletas nos três gols. Goleiro Édson, do Ituano, só precisou praticar uma defesa, e ainda assim em chute fraco do atacante Rafael Costa.

Lentidão mostrada deixou a impressão ao bugrino que esse time sequer treinou, tal a desarrumação.

E a desarrumação começou com erro crasso de escalação do treinador Allan Aal.

Ora, no cotidiano com a boleirada não foi possível distinguir quem é quem na ordem do dia pra ser escalado?

Pra recuar a maioria de bola que chegava aos seus pés, a noção clara é que o volante Índio não estava confiante. Logo, porque escalá-lo se tinha Marcelo à disposição?

Em começo de trabalho, com equipe modificada, é natural que não se espere o devido encaixe, mas cobra-se compactação para encurtar espaços do adversário e mostrar fluxo para jogadas ofensivas.

Pois viu-se um ataque bugrino divorciado do meio de campo, com Pablo e Bruno Sávio fixos nas beiradas e o centralizado Rafael Costa isolado e totalmente absorvido pela marcação adversária.

TONY

Posicionamento do meia Tony, praticamente como terceiro volante e errando passes, nada tem a ver com o perfil dele enquanto organizador de jogadas.

Pois Aal errou na preparação para a estreia da equipe bugrina visando a largada do Paulistão, titubeou na escalação, e persistiu em erros nas opções de trocas ao longo da partida.

Embora saiba-se que Renanzinho seja atacante que oscila, pelo menos é homem de beirada de campo, e é óbvio que espera-se rendimento dele superior a Bruno Sávio, pelo setor.

Se Bruno Sávio foi relativamente encaixado como atacante centralizado nos tempos do treinador Felipe Conceição, conveniente seria mantê-lo ali e, em consequência, deixar Rafael Costa como opção de banco.

Após erros para discernir escalação da equipe, o minimamente esperado do comandante era que trocasse, já no intervalo, os ineficientes Índio e Rafael Costa, mas preferiu sacar Bruno Sávio, pela falta da devida recomposição na marcação, e assim optou pela entrada do meio-campista Rodrigo Andrade.

OITO MINUTO, DOIS GOLS

Não bastasse tudo isso, o Guarani entrou em campo desconcentrado diante de um determinado Ituano, que veio a Campinas com objetivo inicial de propor o jogo.

Assim, aos cinco minutos, em bola alçada à área bugrina, o goleiro Gabriel Mesquita errou na saída da meta, o zagueiro Léo Santos resvalou de cabeça, e marcou para os visitantes.

Três minutos depois, Índio errou na tentativa de interceptação de bola e ficou olhando o desdobramento da jogada, com o lateral-esquerdo Bidu driblado por Gabriel Taliari, que finalizou e ampliou para o Ituano: 2 a 0.

Como o Guarani ficou ‘baqueado’ pela desvantagem, o Ituano ainda deu as cartas do jogo até os 15 minutos, quando naturalmente abaixou as linhas e o seu lateral-esquerdo Breno Lopes já não tinha ambição de arrancar com a bola.

Apesar disso, a primeira jogada lúcida de ataque do Guarani ocorreu apenas aos 30 minutos, quando o lateral Matheus Ludke foi ao fundo de campo, cruzou, e Rafael Costa, quase da marca de pênalti, ‘penou’ a bola.

ERRO DE BIDU

Com onze segundos da etapa completar, Bidu errou passe e presenteou o atacante Bruno Lopes, que arrematou fora do alcance do goleiro Gabriel Mesquita.

Inacreditavelmente o Ituano aplicava goleada por 3 a 0 em pleno Estádio Brinco de Ouro.

E com percepção de que a vitória já não estaria ameaçada, o Ituano optou por se resguardar e restaurar as energias com sequência de alterações.

No Guarani, as entradas de Renanzinho, Marcelo, Éder Sciola e Caio Henrique serviram apenas para que o time até ficasse com mais posse de bola, porém sem capacidade de infiltração.