Que tal a Ponte Preta já pensar no processo de reformulação?
A decepcionante campanha derruba alguns mitos, o principal deles a idolatria de dirigentes e outros por Gilson Kleina
Que tal a Ponte Preta já pensar no processo de reformulação?
Se as aspirações de acesso da Ponte Preta ao Brasileirão se esvaíram, de certo os seus torcedores miram-se em três aspectos até o final deste ano: ultrapassar com sobra a margem de 45 pontos, para não pairar qualquer dúvida sobre manutenção na Série B; não perder o último dérbi do ano; e ficar de olho no processo de reestruturação no Departamento de Futebol.
A decepcionante campanha derruba alguns mitos, o principal deles a idolatria de dirigentes, parcela da mídia e torcedores pelo trabalho do treinador Gilson Kleina.
Evidente que o histórico dele é de profissional com predicados, demonstra facilidade de comunicação, todavia o repertório ainda carece de variações só agora constatadas pelo menos avisados.
Assim, aquela dependência singular do trabalho dele cai no relativismo. Já se sabe que o mercado oferece outras opções satisfatórias, com custo-benefício inferior à Ponte Preta.
QUEM FICA
Exceto a permanência do gerente de futebol Gustavo Bueno, que mostrou ter superado a inexperiência nesta volta à Ponte Preta, não cabe insistência com demais membros que compõem o futebol do clube, devido à clara inoperância, considerando-se o alto custo para montagem do atual elenco.
Portanto, nesse cenário, é conveniente já se voltar para indispensáveis contatos prevendo remontagem do elenco.
A Ponte precisa de profissionais com visão de futebol para montar equipe mais qualificada, e com custo substancialmente inferior.
Tudo passa por peneirada na defesa, em que o indicativo de sobrevivência se restringe aos goleiros, nenhum dos laterais e apenas os zagueiros Airton e Trevisan.

No meio de campo há espaço para o volante Lucas Mineiro (FOTO), e se projetar que melhore o rendimento do também volante Camilo. E nada mais no setor
ATACANTES
Hipóteses de permanências de jovens como Vico e Araos são bem-vindas, projetando-se que possam ser trabalhados para crescimento nas posições de meia-atacante.
Ainda vale a insistência com o atacante Marquinhos, mas fica a dúvida se cabe nova chance ao centroavante Thiago Marques, que teve poucas oportunidades.
As alternativas de reposição no elenco precisam ser criteriosas, de forma que a tolerância a erros seja mínima.
Sem se detalhar sobre aspectos técnicos dos laterais Arnaldo e Diego Renan, não se pode cometer o descuido de se contratar dois laterais de estatura inferior a 1,75m de altura. Na bola aérea defensiva é indispensável que pelo menos um lateral seja alto.
FRACASSO NA BASE
Embora as categorias de base de clubes estejam concorridíssimas, a cobrança mínima é de que seja revelado pelo menos um atleta acima da média a cada ano, e cerca de cinco para composição de elenco.
Neste ano salvou apenas o lateral-esquerdo Abner, na Ponte Preta.
O fracasso recentemente no Brasileiro sub20 indica reflexão sobre quem montou a categoria, caso de Felipe Moreira, que meses atrás, paradoxalmente, foi promovido à função de auxiliar fixo da comissão técnica dos profissionais.
Cadê a sacudida no departamento, presidente Armando Abdalla?





































































































































