Que fase! Por quebra de estatuto, Federação Mineira é lacrada na Justiça
Ministério Público considera irregular a mudança feita pelo presidente Paulo Schettino
Belo Horizonte, MG, 03 (AFI) – O 2014 começou quente no futebol mineiro. Isto porque uma liminar no Ministério Público de Minas Gerais lacrou o imóvel da sede da Federação Mineira de Futebol, exigindo o afastamento do presidente, Paulo Schettino, que vai completar dez anos no cargo no final desta temporada. O acesso só é permitido com a presença dos interventores da Justiça.

Schettino foi eleito presidente da Federação em 2004, no lugar de Elmer Guilherme, que teve seu mandato cassado. Ele acabou reeleito quatro anos depois até o final de 2012. Um ano antes da nova eleição, ele alterou o estatuto e aumentou o período de gestão por mais duas temporadas.
O Ministério Público de Minas Gerais considerou a ação ilegal e ofereceu a denúncia para o afastamento do dirigente. Interventores federais assumiram a presidência, mas o presidente recorreu ao posto e voltou ao cargo.
Em dezembro do ano passado, o juíz 6ª Vara Cível de BH, Antônio Leite de Pádua, anulou a alteração do Estatuto, mas permitiu que Schettino permanecesse no cargo até o final de fevereiro, quando deveria ser realizada uma nova eleição. O MP, no entanto, entrou com um pedido para que o presidente deixe o cargo de forma imediata e a desembargado Cláudia Maia ordenou o afastamento do mandatário.
O presidente destituído da FMF promete entrar nos tribunais na próxima segunda-feira para se manter no cargo até que as próximas eleições sejam marcadas.
Advogado e ex-delegado da Polícia Civil, Schettino é conselheiro do Atlético-MG e conhece bem os corredores da Federação Mineira. Nos anos 80, foi diretor da entidade entre 1985 e 1990. Depois, foi vice-presidente da FMF entre 1991 e 1997 e de 2000 a 2003.





































































































































