Que falta faz aquele antigo Largo do Rosário
Que falta faz aquele antigo Largo do Rosário
Que falta faz aquele antigo Largo do Rosário
Está no ar a coluna Cadê Você. Personagem: Walter Minhoca, que participou do acesso do Guarani na disputa da Série B do Brasileiro de 2009.
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Décadas de 70 e 80, o Largo do Rosário de Campinas era uma das maiores fontes de sabedoria pra quem se dispusesse aprender as nuances do futebol no gramado e fora dele.
Na habitual arrogância, o jornalista Brasil de Oliveira recomendava aos debatedores que aprendessem com ele.
E aprendiam!
O saudoso Brasa tinha peculiaridade de antever sucesso de atletas ainda juvenis, quando ainda dependem de afirmação.
Conselheiros da Ponte Preta como o saudoso Carlão Perna de Pau e Odilon Amorim absorveram bem ensinamentos do também saudoso treinador Cilinho e apresentavam argumentos consistentes na roda.
Se para o ex-dirigente pontepretano Peri Chaib um pingo é letra, imaginem a profundidade das discussões com a presença dele?
Daquela leva, restou-me trocas frequentes de argumentos com Peri, no Estacionamento Maratona, Centro de Campinas.
PANDEMIA
Discussões interrompidas há quatro meses por causa da pandemia deste vírus asiático que tirou a paciência de todos nós.
Por que esse preâmbulo?

Porque na noite de quarta-feira produzi texto sobre o título carioca do Flamengo, mas direcionado ao treinador Jorge Jesus, de corpo presente e espírito ausente no Estádio do Maracanã.
Custei acreditar que Jesus não tivesse visto o óbvio, diante das dificuldades de penetração de seu time no retrancadíssimo Fluminense.
Conhecedor dos atalhos de bola rolando, claro que ele sabe que o santo remédio para aquela circunstância é o drible em progressão, como forma de burlar a marcação e clarear as jogadas.
Se Bruno Henrique, Arrascaeta e Everton Ribeiro estavam desconectados com o estilo de dribladores, no banco Jesus contava com reserva de luxo para a exigência, que era Michael.
CABEÇA NO BENFICA
Todavia a cabeça de Jesus estava no Benfica. Só isso justifica ter colocado em campo o seu reserva aos 16 minutos do segundo tempo.
E ao colocar Michael, contrariou a expectativa que seria sacar o então inoperante centroavante Pedro, que havia perdido todas as disputas durante o primeiro tempo.
Se Jesus estivesse no Maracanã de espírito presente, claro que teria percepção para colocar Michael do lado direito do ataque, e não convencionalmente pela esquerda.
Lógico que Jesus teria observado a eficiente marcação de Gilberto como lateral-dirteito do Fluminense, que nada havia permitido para Arrascaeta, no duelo direto.
Assim, o recomendável seria puxar Michael para o lado direito do ataque, justamente em cima do instável lateral-esquerdo Egídio.
Eis a dúvida: teria Jesus, tardiamente, percebido que o caminho da vitória seria pelo lado direito de seu ataque?
Se percebeu não sabemos, por que ninguém lhe perguntou.
De uma forma ou de outra, colocou em campo Vitinho por aquele setor, justamente onde a partida foi definida aos 49 minutos do segundo tempo.
O flamenguista sequer foi incomodado durante condução de bola até as proximididades da área adversária, quando finalizou e deu vida para o seu time levantar o caneco com vitória.
Ah se esse assunto fosse colocado na roda do estacionamento do Peri!
De certo ele próprio ou desportistas que por lá passavam diariamente alertariam para outras vertentes da partida, nada a ver com citações de que o Flamengo ‘tirou o pé’, ou achou que ganharia o jogo quando bem entendesse.





































































































































