Quase centenários, Luiz Carvalho de Moura e Marcelo Alencar esperam título da Ponte Preta
Ambos estão otimistas em vitórias sobre o Corinthians na final
Quase centenários, Luiz Carvalho de Moura e Marcelo Alencar esperam título da Ponte Preta

Deus, em sua infinita bondade, deu vida longa para dois pontepretanos – às vésperas de seus respectivos centenários – viverem a imensurável emoção de seu time na disputa de mais um título paulista.
Luiz Carvalho de Moura, o Luizinho, 97 anos de idade completados dia quatro de janeiro passado, crava que um dos últimos desejos esportivos na vida é ver a sua amada Ponte Preta campeã, título que a viu perseguir desde que usava calça curta aos nove anos de idade em 1929, quando a equipe foi vice-campeã do Campeonato da Liga de Amadores de Foot-ball, competição reconhecida pela Federação Paulista de Futebol como legítimo Campeonato Paulista.
Advogado Marcelo de Alencar, 95 anos de idade igualmente completados em janeiro passado, trocou o corintianismo pelo pontepretanismo em 1948, quando se transferiu da capital paulista para Campinas, em tempo de acompanhar a inauguração do Estádio Moisés Lucarelli em 12 de setembro daquele ano.
Luizinho foi participativo naquela obra. Na carroceria de seu veículo fordinho transportava materiais para edificação, conforme relata em áudio abaixo.
Sempre sarcástico, Dr. Marcelo justificou a opção pelo preto e branco quando se radicou em Campinas.
“Eu não gostava do verde do Palmeiras, como iria me simpatizar pelo Guarani?
LUIZINHO ATLETA

Antes da solidariedade do mutirão para erguer o Majestoso, Luizinho já havia dado a sua contribuição como atleta nos anos 40, num time formado por Serafim, Rodrigues e Emílio; Pintinho, Pagode e Nascimento; Birigui, Luizinho, Silas, Arvico e Nardinho.
Dr. Marcelo e Luizinho são nonagenários que receberam benção divina de perda apenas parcial da memória. E quando a recobram, verte o sangue do pontepretanismo nas veias, com palpites até exagerados de vitória sobre o Corinthians no domingo, em jogo que vão acompanhar pela televisão em suas residências.
“Goleia por 3 a 0”, opina Luizinho. E antes que alguém o conteste, logo lembra que esse foi o placar aplicado sobre o Palmeiras, na semifinal do Paulistão.
“Um a zero tá bom. Depois a gente ganha de novo em São Paulo”, emenda Dr. Marcelo.
Ambos acompanharam a surpreendente campanha da equipe no estadual de 1970, na época dos pontos corridos, e nas finais de 1977-79-81 e 2008.
ADVOGADO

Profissional que por décadas comandou banca de advocacia em Campinas, Marcelo de Alencar já era um diretor sem pasta na Ponte Peta em abril de 1954, quando Luizinho – então comerciante no segmento de fotografia – assumiu as funções de diretor de futebol, e por cerca de uma década esteve ligado às administrações do clube, com a língua afiadíssima para contestar coisas que achava errada.
Dr. Marcelo, diretor jurídico da Ponte Preta na década de 70, não cobrava um tostão sequer para advogar causas nas áreas desportiva e trabalhista do clube.
Natural que o peso da idade determinasse que tornassem dependentes de remédios contínuos.
Luizinho não reclama dos 12 comprimidos diários para regular pressão, diabetes e Mal de Parkinson. Lamentação fica restrita às sequelas de um derrame, com paralisação parcial dos membros inferiores. Por isso tem que recorrer à cadeira de rodas.
Dr. Marcelo, paciente diabético, só precisa de comprimidos de metformina e januvia, sem se descuidar da consulta semestral a cardiologista e endocrinologista.
Diante do cenário, depreende-se que ambos absorveram a marcante frase de S Brown: “Não se queixe de estar ficando velho. Pense nas pessoas que não puderam ter este privilégio”.
CLICK NO BOTÃO ABAIXO PARA ÁUDIO COM LUIZ CARVALHO DE MOURA






































































































































