Punição! Ponte multa baladeiros mas Leandrinho escapa

Campinas, SP, 04 (AFI) – A diretoria de futebol da Ponte Preta e o presidente Sérgio Carnielli se reuniram, na tarde desta segunda-feira, com os jogadores Edilson, André e Leandrinho. A pauta da conversa foi a conduta inadequada do trio e definir como os jogadores seriam punidos. Edilson e André receberão multa no valor de 20% sobre o valor de seus salários. “Quanto ao Leandrinho, o jogador estava em licença médica, afastado da Ponte, por isso não nos cabe puni-lo pelo episódio. O que fizemos, porém, foi dar uma advertência e deixar claro que sua conduta não condiz com o que esperamos de nossos jogadores”, pontuou o presidente Sérgio Carnielli. Pela lei, um atleta de licensa médica não pode receber redução multa salarial.

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Além disso, o presidente Carnielli se reúne, nesta terça-feira, com a comissão técnica para definir de quanto tempo será o afastamento de ambos, bem como quando e como será feita a reintegração dos atletas ao grupo.

Ele ressaltou que todos os atletas demonstraram estar arrependidos em relação à conduta equivocada, e que acredita que os três jogadores agirão diferentemente daqui em diante. “Temos que deixar claro que estamos falando de três jogadores que são patrimônio da Ponte Preta e que, assim como temos a obrigação de punir uma conduta inadequada, também precisamos zelar por nosso patrimônio. Portanto, corrigimos o que está errado, mas temos que fazer – e vamos fazer – o possível pela recuperação de todos”, explicou o mandatário alvinegro.

O diretor de futebol Oscar Sales Bueno Filho, o Dicá, segue a mesma linha de pensamento de Carnielli: “Acreditamos que uma pessoa pode errar e, depois de corrigida, se adequar ou não à uma conduta correta. Estamos punindo o que foi feito de errado. Caberá a eles mudarem sua postura e reconquistarem a confiança do grupo.”Entenda o caso
Na noite do sábado (2), os três atletas – que não estavam com o grupo – assistiam ao jogo pela televisão quando resolveram seguir até Barueri para encontrar os colegas de equipe, e acabaram se envolvendo em um acidente no km 71 da Rodovia dos Bandeirantes.

Após o acidente, por telefone, os atletas entraram em contato com os colegas, que a esta altura já voltavam para Campinas no ônibus da delegação alvinegra. Informada, a delegação determinou um desvio na rota do ônibus para pegar os jogadores na Bandeirantes, à altura do acidente. No treino da manhã de domingo, porém, os jogadores se apresentaram sem condições físicas e psicológicas (leia-se embriagados), razão pela qual foram mandados embora da atividade e a diretoria definiu pela punição.

No ônibus, os jogadores foram atendidos pelo médico Roberto Nishimura, que prestou primeiros socorros e constatou não haver nenhuma lesão séria causada pelo acidente. Foi recomendado aos atletas que, chegando ao Majestoso, voltassem para suas casas para descansar.

“Estamos punindo nossos atletas por terem se apresentado em um treino em um estado totalmente inadequado para um profissional. Não cabe a nós da Ponte Preta definir como alguém irá viver sua vida, mas temos, sim, que punir condutas inadequadas a um jogador que recebe seu salário em dia, tem inúmeros benefícios e compromissos com o clube. É papel da Ponte Preta, como instituição, clube e empregadora, reprimir a conduta de qualquer um de seus representantes quando eles agem inadequadamente”, concluiu Dicá.O treinador e o diretor de futebol comunicaram o ocorrido a todo elenco hoje e deixaram claro que atitudes inadequadas não são nem serão admitidas. O volante Deda, resumindo o pensamento do elenco, declarou apoio à decisão.

“A Ponte paga nossos salários, nos dá condições de trabalhar e expor nosso trabalho, é um time de grande tradição. O mínimo que nós, jogadores, podemos fazer é respeitar a entidade e tenho certeza que os colegas entendem que erraram e não farão mais isso”, disse.